Alessandro Penezzi: O talento de um mestre e seu violão
Alessandro dos Santos Penezzi (Piracicaba, 19 de fevereiro de 1974) é um compositor, arranjador, professor e instrumentista brasileiro. Violonista clássico (erudito) e popular, usando violão de 6 (seis) e 7 (sete) cordas.
Pixinguinha: Uma obra inesquecível
Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.
Waldir Azevedo:Um mestre do cavaquinho
Waldir Azevedo foi um pioneiro que retirou o cavaquinho de seu papel de mero acompanhante no choro e o colocou em destaque como instrumento de solo, explorando de forma inédita as potencialidades do instrumento.
Dino 7 Cordas: Um pioneiro e grande mestre
Horondino José da Silva, conhecido como Dino 7 Cordas, (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1918 — Rio de Janeiro, 27 de maio de 2006) foi um violonista brasileiro reconhecido como maior influência do violão de 7 cordas, instrumento musical no qual desenvolveu sua linguagem e técnica. Foi também um dos maiores instrumentistas de choro.
Abel Ferreira: Uma clarineta que ninguém esquece
Quando se fala de clarineta, no Brasil, o primeiro nome que aflora à memória costuma ser o de Abel Ferreira. Não só pela ordem alfabética, mas pelo papel fundamental que exerceu na construção de um repertório brasileiro, baseado no choro e na seresta, e na herança deixada por um modo de tocar, profundo e envolvente.
O caderno apresenta 10 músicas, clássicos da MPB do compositor Cartola, onde o Violão 7 Cordas se destaca. Os arranjos nessas músicas foram feitos pelo violonista Herondino Silva, ou como é conhecido, o Dino 7 Cordas.
Relação das músicas abaixo:
1- As Rosas não falam (Cartola) 2- Aconteceu (Cartola) 3- Alegria (Cartola) 4- Cordas de Aço (Cartola) 5- Peito Vazio (Cartola) 6- Quem me vê sorrindo (Cartola) 7- Sala de recepção (Cartola) 8- Sei chorar (Cartola) 9- Sim (Cartola) 10- Tive sim (Cartola)
Para adquirir o Caderno de Transcrições "7 Cordas no Samba",
Cartola nasceu a 11 de Outubro de 1908
no Rio de Janeiro, em um bairro chamado
Catete. Neste dia, o Brasil e o mundo recebia
um de seus cidadãos mais ilustres.
Ganhou o apelido pois quando
trabalhava em obras, usava um chapeu côco,
para não sujar os cabelos de cimento.
Foi em 1919 que Sebastião, Aida e seus
sete filhos chegaram no Buraco Quente,
(um bairro no morro de Mangueira).
Era franzino, mas muito esperto,
conta seu amigo e parceiro Carlos Cachaça.
Cartola em uma entrevista disse:
Nos meus olhos, em Mangueira
só tinham uns cinquenta barracos.
E provavelmente estava certo.
Ele e seus companheiros fundaram
a G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira.
Sua contribuição à Cultura Brasileira é inestimável.
Sua concepção harmonica, suas melodias e versos
são simplesmente maravilhosos.
Mestres da Música como os maestros Villa Lobos
e Stokovsky foram ao Buraco Quente conhece-lo
e tomar conhecimento de sua obra.
Devido ao racismo, Cartola nunca foi economicamente
bem sucedido. Trabalhou até como pedreiro para sobreviver,
e no meio dos anos 60 o jornalista Stanislaw Ponte Preta
encontrou-o lavando carros no bairro de Ipanema,
e perguntou: Voce não é o Cartola? Sou, foi a resposta.
Isso causou muito espanto ao jornalista, que passou
a ajudá-lo, tornando-o mais popular.
Cartola, gravou seu primeiro disco em 1974.
Mas sua vida não foi só de tristezas.
Entre a metade dos anos 60 até sua morte em 1980
conheceu um pouco de popularidade (mas não dinheiro),
e descobriu que todos que tinham a chance de ouvir suas
canções, ou ve-lo tocar e cantar, passava a ama-lo.
Que viva o chorinho, o nosso mais genuíno gênero da tradição musical brasileira. O chorinho vai se renovando com jovens músicos de muito talento, e as "Rodas de Choro" para nossa alegria estão de volta.
Nossos agradecimento aos grandes mestres do choro por essa herança maravilhosa!
Meu agradecimento pessoal ao amigo e clarinetista Édison de Ávila Vilhena meu parceiro musical, que foi quem incentivou a criação deste espaço.