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quinta-feira, 3 de março de 2016

Violonista Bruno Vinci lança o Caderno de Transcrições "7 Cordas no Samba"

Bruno Vinci
O caderno apresenta 10 músicas, clássicos da MPB do compositor Cartola, onde o Violão 7 Cordas se destaca. Os arranjos nessas músicas foram feitos pelo violonista Herondino Silva, ou como é conhecido, o Dino 7 Cordas.


Relação das músicas abaixo:









1- As Rosas não falam (Cartola)
2- Aconteceu (Cartola)
3- Alegria (Cartola)
4- Cordas de Aço (Cartola)
5- Peito Vazio (Cartola)
6- Quem me vê sorrindo (Cartola)
7- Sala de recepção (Cartola)
8- Sei chorar (Cartola)
9- Sim (Cartola)
10- Tive sim (Cartola)

Para adquirir o Caderno de Transcrições "7 Cordas no Samba",

 Entre em contato: 

brunovinciviolao@gmail.com 

http://brunovinci.blogspot.com.br

https://www.facebook.com/bruno.vinci.94?fref=ts

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"As Rosas Não Falam" a poesia de um ex-lavador de carros

Cartola nasceu a 11 de Outubro de 1908
no Rio de Janeiro, em um bairro chamado
Catete. Neste dia, o Brasil e o mundo recebia
um de seus cidadãos mais ilustres.

Ganhou o apelido pois quando
trabalhava em obras, usava um chapeu côco,
para não sujar os cabelos de cimento.

Foi em 1919 que Sebastião, Aida e seus
sete filhos chegaram no Buraco Quente,
(um bairro no morro de Mangueira).

Era franzino, mas muito esperto,
conta seu amigo e parceiro Carlos Cachaça.



Cartola em uma entrevista disse:

Nos meus olhos, em Mangueira
só tinham uns cinquenta barracos.
E provavelmente estava certo.

Ele e seus companheiros fundaram
a G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira.

Sua contribuição à Cultura Brasileira é inestimável.

Sua concepção harmonica, suas melodias e versos
são simplesmente maravilhosos.
Mestres da Música como os maestros Villa Lobos
e Stokovsky foram ao Buraco Quente conhece-lo
e tomar conhecimento de sua obra.

Devido ao racismo, Cartola nunca foi economicamente
bem sucedido. Trabalhou até como pedreiro para sobreviver,
e no meio dos anos 60 o jornalista Stanislaw Ponte Preta
encontrou-o lavando carros no bairro de Ipanema,
e perguntou: Voce não é o Cartola? Sou, foi a resposta.
Isso causou muito espanto ao jornalista, que passou
a ajudá-lo, tornando-o mais popular.
Cartola, gravou seu primeiro disco em 1974.



Mas sua vida não foi só de tristezas.

Entre a metade dos anos 60 até sua morte em 1980
conheceu um pouco de popularidade (mas não dinheiro),
e descobriu que todos que tinham a chance de ouvir suas
canções, ou ve-lo tocar e cantar, passava a ama-lo.

Através de suas canções, o povo brasileiro
pôde entender um pouco mais a vida, e como lidar
com o dia a dia de uma maneira mais poética.

Cartola partiu desse mundo deixando suas canções
e seu amor, e nós o louvamos, e o amamos muito.

Cartola ignorou a injustiça pois esteve sempre
ocupado, com o que tinha no coração.

Tinha sabedoria suficiente para saber o quanto
estava adiante de seu tempo, o quão importante
seria os Brasileiros um dia perceberem
a mensagem que Espíritos Africanos o designaram
para levar a terras distantes.

Hoje em dia, o mundo inteiro percebe.







Fonte: Informações  brazilianmusic.com

 
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