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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Programa de rádio relembra os velhos tempos na internet: "Seresta On line"

Uma web rádio  diferente para quem gosta de ouvir os sucessos do passado: webradioepocas.blogspot.com.br

Quem já passou dos 60 anos e gosta de relembrar os velhos tempos ouvindo as músicas do seu tempo tem uma nova opção na internet. Acesse a Web Rádio Épocas

O programa Seresta On Line é transmitido a partir das 22 horas.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Caiu o Vasco, caiu o Fluminense....e o Satélite Brasileiro também !


Ta caindo tudo...

Vasco da Gama e Fluminense cairam para a segunda divisão, mas são coisas do futebol, o duro foi o Satélite Brasileiro que despencou logo depois de ser lançado, olha quanto custou a brincadeira com a nossa grana...

Governo brasileiro investiu R$ 270 milhões em equipamento desenvolvido em parceria com a China.

O custo apenas do lançamento foi de US$ 15 milhões. O modelo do foguete chinês utilizado, o Longa Marcha 4B, já fez 34 lançamentos de satélites com 100% de sucesso.

O satélite sino-brasileiro CBERS-3 caiu na Terra depois de ter sido lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na China. A informação foi confirmada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio de uma nota oficial em seu site.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A vida antigamente era bem pior que hoje


Antigamente, a vida das famílias era mais simples e tranquila, não existia a correria que vemos hoje em dia. As pessoas andavam a pé, pois quase não existiam carros. As ruas eram de terra ou de paralelepípedos. As crianças podiam brincar nas ruas e calçadas, pois não havia perigo de acidentes ou assaltos. Os vizinhos eram como integrantes das outras famílias, todos os dias se reuniam nas varandas de suas casas para conversar enquanto as crianças brincavam.

As brincadeiras, nessa época, eram: roda, pega-pega, esconde-esconde, passa anel, barra manteiga, bolinha de gude, etc. As famílias eram bem grandes, um casal tinha mais de seis filhos. Mas hoje o número de pessoas na família diminuiu muito, o normal é um casal ter um ou dois filhos.

Isso aconteceu porque a vida moderna fez com que a mulher tivesse que trabalhar para ajudar nas despesas da casa. A violência e as dificuldades para se viver bem, também são motivos que influenciaram no tamanho das famílias. Além da quantidade de pessoas de uma família, outras diferenças existem se compararmos à vida de hoje.

Nas casas não existiam aparelhos de televisão, ouvia-se música em vitrolas com discos de vinil ou no rádio. Neste também eram transmitidas as notícias e até novelas.

Mas os tempos são outros, hoje apesar da correria do dia a dia e da violência, se vive melhor. Os mais pobres que ainda hoje são os que mais sofrem, antigamente eram tratados como escravos pelos mais favorecidos pela sorte.

Para quem reclama do stress da vida moderna não sabe que antigamente você trabalhava 18 hora por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, isto sim era stress.

Concluindo, hoje se vive muito mais que antigamente, quem discorda tem que estudar um pouco mais de história

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Curiosidades sobre as músicas de natal

A cantiga de natal mais antiga que a história da música registra é «Iesus Refulsit Omnium», (Jesus, luz de todas as nações); ela data do século IV e a letra é atribuída a Santo Hilário de Poitiers.

O mais conhecido, no entanto, é «Noite Feliz». Seu título original é «Stille nacht, heilige yach» e foi escrito, poderia dizer-se «acidentalmente», pelo sacerdote austríaco Joseph Mohr, que ao ver que se havia estragado o órgão de sua paróquia, a capela de São Nicolau, localizada na pequena cidade de Oberndorf, decidiu escrever um canto que pudesse ser interpretado com violão na missa do galo. Foi assim como no natal de 1818 se cantou pela primeira vez «Noite Feliz», atualmente traduzido a 330 idiomas.

Outro dos cantos mais conhecidos nos países de fala inglesa é «Joy to the World», escrito por Isaac Wats, inspirado no salmo 98 («Cantai ao Senhor um cântico novo, porque Ele fez maravilhas») e cuja música é atribuída a Federico Hendel, devido a que as partituras coincidem em várias partes do canto com sua célebre obra «O Messias».

Por sua parte, na Itália, a cantiga mais conhecida é «Tu scendi delle stelle» (Tu desces das estrelas), escrito por Santo Alfonso Maria de Ligório. Na França está «Il est ne le divin enfat», «Nasceu o divino menino, traduzido ao inglês em várias versões.

Na América Latina, cada país tem suas próprias cantigas e diversas maneiras de interpretar as cantigas de natal universais. Na Argentina, está «Vamos Pastorcitos» e o «Huachito Torito»; na Venezuela, «Mi burrito sabanero»; no Peru «Llegaran ya», um canto aos reis magos; no Panamá «Dime niño de quién eres». Na Colômbia, por sua vez, está «Tutaina tuturumania»; e em Honduras, «Caminando por Tegucigalpa». São típicas do Equador as tradicionais pousadas, um canto que conta como Maria e José buscam um lugar onde o Menino Jesus pudesse nascer.

As cantigas de natal originárias de cada país não necessariamente foram escritas neles; muitas são adaptações de cantos espanhóis, como o caso de «Antón tiruriru», muito conhecido na Colômbia, que é na realidade a adaptação da cantiga catalã «La pastora Caterina».

Popularmente se conhecem mais os cantos que fazem alusão ao Natal que aqueles que se referem ao Advento; àss vezes por isso durante este tempo se cantam canções que falam do nascimento e não da espera do menino Jesus, como liturgicamente deveria ser.

Ainda que o sentido das cantigas de natal é o de «elevar o espírito do Natal»,  muitas delas falam de elementos culturais desta época do ano e deixam de lado o nascimento de Jesus: «Uma coisa seria uma cantiga de natal e outra é a música de Natal. Quando se fala de Natal, é o natal de Jesus, não de outra coisa. Evidentemente, todas estas coisas são só o acompanhamento, e fizeram que muitas vezes se perca o sentido, inclusive do próprio Papai Noel ou da árvore, que têm uma razão de ser».






Fonte: Informações http://www.zenit.org/pt

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O que todo músico deveria saber mas muitos não sabem

- Você sabia que a Ordem dos Músicos do Brasil, criada pela Lei nº 3.857, de 22 de dezembro de 1960, é o órgão que legitima o exercício da profissão de músico em todo o território nacional, sendo responsável pela seleção, disciplina, defesa da classe e fiscalização dessa atividade profissional?

- Você sabia que os músicos, de todos os gêneros e especialidades, incluídos os cantores, compositores, professores de música, regentes de orquestras, corais e bandas, instrumentistas, arranjadores e demais profissionais da música, só poderão exercer a sua profissão depois de inscritos no Conselho Regional do estado em que atuam, sob pena de incorrerem em grave infração e ficarem sujeitos às penalidades previstas em Lei?

- Você sabia que mesmo o músico já sendo inscrito, se não estiver em dia com o pagamento da anuidade vigente, está, também, exercendo ilegalmente a profissão, ficando sujeito às penalidades previstas em Lei?

- Você sabia que não deve tocar ao lado de músico não inscrito na OMB e, se o fizer, está incorrendo em infração?

- Você sabia que, ao se apresentar em um estabelecimento sem a devida regularização junto à OMB, acarretará ao seu contratante penalidades que podem variar de multas à suspensão das atividades, nos casos de freqüentes reincidências?

- Você sabia que a carteira profissional de músico vale como documento de identidade e tem fé pública, por força de Lei Federal?

- Você sabia que, no caso de passar a exercer a profissão por mais de 90 dias de atividade em outro estado, o músico deverá requerer inscrição no Conselho Regional daquela jurisdição?

- Você sabia que é obrigatório o contrato de trabalho para a locação de serviço de músicos, através da NOTA CONTRATUAL, instituída pela Portaria nº 3.347, de 30.09.86, do Ministério do Trabalho, para regulamentar as relações entre músicos e seus contratantes?

- Você sabia que a NOTA CONTRATUAL é o instrumento hábil de liberação e regularidade do show ou apresentação, devendo ser previamente expedida e visada pela OMB, e que o não cumprimento dessa determinação legal implica na aplicação das penalidades da Lei nº 3.857, de 22.12.1960, tanto para os estabelecimentos contratantes, como para os músicos contratados?









Fonte: Informação sitedecuriosidades.com

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Assim surgiu a internet

A rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada com objetivos militares, seria uma das formas das forças armadas norte-americanas manter as comunicações em caso de ataques inimigos que destruíssem os meios convencionais de telecomunicações. Nas décadas de 1970 e 1980, além de ser utilizada para fins militares, a Internet também foi um importante meio de comunicação académico. Estudantes e professores universitários, principalmente dos EUA, trocavam ideias, mensagens e descobertas pelas linhas da rede mundial.

Foi somente no ano de 1990 que a Internet começou a alcançar a população em geral. Neste ano, o engenheiro inglês Tim Bernes-Lee desenvolveu a World Wide Web, possibilitando a utilização de uma interface gráfica e a criação de sites mais dinâmicos e visualmente interessantes. A partir deste momento, a Internet cresceu em ritmo acelerado. Muitos dizem, que foi a maior criação tecnológica, depois da televisão na década de 1950.

A década de 1990 tornou-se a era de expansão da Internet. Para facilitar a navegação pela Internet, surgiram vários navegadores (browsers) como, por exemplo, o Internet Explorer da Microsoft e o Netscape Navigator. O surgimento acelerado de provedores de acesso e portais de serviços online contribuíram para este crescimento.

A Internet passou a ser utilizada por vários segmentos sociais. Os estudantes passaram a buscas informações para pesquisas escolares, enquanto jovens utilizavam para a pura diversão em sites de games. As salas de chat tornaram-se pontos de encontro para uma conversa virtual a qualquer momento. Desempregados iniciaram a busca de empregos através de sites de agências de empregos ou enviando currículos por e-mail. As empresas descobriram na Internet um excelente caminho para melhorar seus lucros e as vendas online dispararam, transformando a Internet em verdadeiros shopping centers virtuais.

Hoje em dia, é impossível pensar no mundo sem a Internet. Tomou parte dos lares de pessoas do mundo todo. Estar conectado à rede mundial passou a ser uma necessidade de extrema importância. A Internet também está presente nas escolas, faculdades, empresas e diversos locais, possibilitando o acesso às informações e notícias do mundo num click.







Fonte: Informações portaldascuriosidades.aqui.com.pt

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Confira 10 coisas que você não sabia sobre o poder da música

A música tem poderes incontestáveis tanto na vida de uma única pessoa, como na cultura de uma nação. Por meio dela nos expressamos, entendemos, contestamos e divertimos. Até onde esses poderes chegam não podemos determinar, mas sabemos que eles são muito abrangentes. Pesquisadores do mundo todo estudam esses efeitos e comprovam que a música pode mudar nosso humor, inteligência, desempenho físico e também a memória.



Efeitos no desempenho

Ouvir música ao mesmo tempo em que se realizam outras tarefas pode ter os mais variados efeitos. Pesquisadores da Universidade Chemnitz e da Universidade de Erfurt, ambas na Alemanha, comprovaram que, durante a leitura, ouvir música de fundo pode afetar a compreensão. Na memória, os efeitos foram negativos, mas muito baixos. Já na prática de atividades físicas e em reações emocionais, os impactos da música são muito positivos.

Música favorita

Rebecca Webb e Alexandra Lamont, pesquisadoras da Universidade de Keele, no Reino Unido, concluíram que escolhemos nossa música favorita por conta de eventos de intenso envolvimento emocional. Os resultados de suas pesquisas revelaram que a escolha tem muito a ver com as motivações pessoais dos ouvintes e com suas histórias relacionadas com suas músicas favoritas.

Afeta seu comportamento

Ao testar os efeitos da música no comportamento das pessoas e, especialmente, em suas condutas sociais positivas, pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, descobriram que ouvir músicas com letras socialmente positivas aumentaram a disposição de ajuda nos ouvintes.

Pode deixá-lo mais inteligente

Em um experimento com 144 crianças, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, concluíram que as crianças que participaram de grupos com aulas de música exibiram aumentos de QI e melhor desempenho acadêmico. Novas pesquisas também mostram que o cérebro de músicos é desenvolvido de tal forma que os deixam mais alertas, dispostos a aprender e calmos.

Faz você gastar mais dinheiro

Em bares, aumentar o volume da música eleva o consumo de álcool. Já em lojas de flores, músicas românticas provocam aumento das vendas. É o que mostram pesquisas feitas por cientistas da Universidade Bretagne-Sud, na França.

Rockstars realmente vivem menos

Mark Bellis da Universidade John Moores, no Reino Unido, apresentou estudos que mostram que entre três a 25 anos depois de se tornarem famosos, artistas de todos os 1000 principais álbuns de rock e música pop são 1.7 vezes mais propensos a morrer do que pessoas comuns da mesma idade. Eles morrem por problemas relacionados a álcool e drogas (31%), acidentes (14%), violência e suicídio (9%), doenças cardiovasculares (14%) e câncer (20%).

Personalidade

Segundo as pesquisas de Peter J. Rentfrow e Samuel D. Gosling, os gostos musicais podem prever a personalidade das pessoas. Por exemplo, gostos complexos e reflexivos como blues, jazz, música clássica e folk refletem personalidades emocionalmente estáveis, abertas para novas experiências, boas habilidades verbais e com inteligência acima da média.

Relaxar

Sky Chafin da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos testou os efeitos da música clássica, pop e jazz no relaxamento das pessoas depois de eventos estressantes. Os resultados mostraram que ouvir música pop e jazz tem o mesmo efeito restaurativo que o silêncio. Já a música clássica fez efeitos muito mais rápidos e a pressão sanguínea caiu para os níveis normais em tempo muito menor.

Dor

Laura Mitchell, Raymond MacDonald e Christina Knussen concluíram em seus estudos que ouvir sua música preferida durante períodos de dor pode aumentar de forma significativa a tolerância à dor, se comparado com estímulos visuais ou silêncio.

Romance

Nicolas Guéguen estudou os efeitos das músicas românticas. Seus experimentos revelaram que 52,3% das mulheres que participaram dos experimentos ofereçam seus telefones quando uma música romântica estava tocando. Do outro lado, quando a música tocada era neutra, a porcentagem caiu para 27,9%.









Fonte: Informações noticias.universia.com.br

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cantor seresteiro vira morador de rua

Dos oito anos de idade aos 12, Francisco Jesus Sousa, o “Raí”, era disputado por bares e restaurantes dos municípios de Aquiraz e Eusébio. Os tristes acordes de um violão e a voz possante que exalava romantismo enchiam os bolsos do garoto e alimentavam o sonho de um dia participar de um programa de auditório assistido em todo o Brasil.

Assim como a cada dia o sonho crescia, o menino também avançava na idade. E, em poucos anos, o garoto seresteiro era um homem. “Eu percebi um pouco tarde que a maior atração de meus shows era a minha pouca idade. E, de uma hora para outra, o menino de talento passou a ser visto como aventureiro, como boêmio”, conta Raí, hoje aos 44 anos, morador na praça José de Alencar, no Centro de Fortaleza.

Determinado a resgatar a carreira, o seresteiro chegou a Fortaleza há cerca de dois anos na companhia da esposa, com quem possui cinco filhas. “São quatro do coração e uma da nossa união. Minha esposa é o grande amor da minha vida e as meninas são uma benção. Ela já tinha as quatro meninas quando nos casamos, de papel passado e tudo. Depois veio a caçula para abençoar ainda mais a minha vida”, diz Raí, que há pouco mais de um ano foi abandonado pela mulher.

“Ela conheceu um morador de rua e voltou para Aquiraz, para a nossa casa. Fico preocupado com algumas histórias que ouço, em relação ao tratamento que esse homem dá às minhas filhas. Mas sei que um dia vou dar a volta por cima e orgulhar a minha família. Enquanto isso, Deus guarda a minha esposa e minhas filhas”, afirma o seresteiro, com lágrimas nos olhos.

Sem ver as filhas há mais de um ano e meio, Raí conta que a única visita que recebe é do genro – um jogador de futebol de uma equipe da Segunda Divisão do Campeonato Cearense. “É um rapaz que já jogou em time grande, mas mantém a humildade. Ele me paga almoço e me traz algumas roupas. É um dia muito feliz”, comenta.

Raí conta que o momento mais difícil da sua vida foi ter que pedir esmola pela primeira vez. “Eu estendia a mão para as pessoas, mas o braço tremia. Eu estava muito nervoso. Apesar da fome que sentia, eu chegava a desistir. Eu levantava do chão e caminhava um pouco. Reclamava de mim mesmo: ‘Meu Deus, isso é muita humilhação. Será isso o fim do poço?’. Mas a necessidade foi mais forte. A minha consciência é limpa porque nunca roubei ninguém e nunca usei o dinheiro das esmolas para drogas ou bebidas”.

Enquanto não concretiza o sonho de ser chamado para cantar em um programa de televisão (o seresteiro é fã de Raul Gil), Raí sussurra músicas evangélicas para manequins nas vitrines e pôsteres nas fachadas das lojas. “É o público que tenho hoje”, suspira.






Fonte: Informações sobral24horas.com

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

As crianças dos anos 60



O que significa hoje, à distância dos anos e das décadas, ter tido uma infância nos anos 60?

Ser criança nos anos 60 é ter curtido filme de Jerry Lewis e se encantado ao som do tema musical do filme “Ao Mestre Com Carinho”.



Menino que era menino de verdade, nos anos 60, tinha que ficar acordado até tarde e assistir Bat Masterson para dormir cantando “No velho oeste ele nasceu/ e entre bravos se criou/seu nome lenda se tornou/Bat Masterson/Bat Masterson…”



Ter sido criança nos anos 60 é não ter entendido o que é que aqueles tanques estavam fazendo ali nas ruas e por que os soldados não eram de plástico ou de chumbo como meus brinquedos.



Ter podido ser criança nos anos 60 foi ter podido assistir na televisão nas tardes e os 3 Patetas.



Ter sido menino no anos 60 é ter viajado de Rural, pedalado de velocípede, brincado de Forte Apache, em que me sentia o verdadeiro dono de Rim Tim Tim.



Ah, os anos 60! Foram tão rápidos e ligeiros. Agora é como aquele retrato na parede do poema de Drummond. Ficaram suas marcas e as décadas seguintes só foram as décadas seguintes porque fui criança nos anos 60: anos de minha meninice, mas igualmente anos em que ela começou sem eu mesmo perceber a se despedir de mim. Vieram os Beatles, os festivais da Record, o colorido psicodélico da contra-cultura e os primeiros bailes iluminados à luz negra. Mas isto é outra história para outro momento de saudade.






terça-feira, 29 de outubro de 2013

Obrigado a entrar pelos fundos por ser afro-descendente ele criou 'Lamentos'

Estamos falando de Pixinguinha um dos maiores compositores brasileiro.

Na década de 1920, o pioneiro grupo de choro “Oito Batutas”, acabara de retornar de uma temporada na França, convidado pelo bailarino Duque. O grupo era formado por grandes nomes da música, dentre eles, Donga e o lendário Pixinguinha, que naquele tempo tinha a flauta como seu principal instrumento. O sucesso na França levou o jornalista Assis Chateaubriand a convidar o grupo para uma homenagem em um hotel do Rio de Janeiro. O evento daria o mote para a criação de um grande choro da MPB.


Pixinguinha teria sido barrado na entrada do hotel. O porteiro informou que lamentava, mas a ordem era que negros deveriam entrar pelos fundos. Pixinguinha, resignado, desculpou o funcionários: ”Lamento, mas sei que o senhor está cumprindo ordens” e atendeu as orientações do também constrangido porteiro.Entraram pela cozinha ouvindo os comentários revoltados de Donga, este bem mais contestador: “que absurdo, que vexame, que vergonha nós passamos” e Pixinguinha: “Eu lamento, mas não vamos comentar mais esse assunto”. Antes de receberem a homenagem, alguém se referiu ao fato e também lamentou o episódio. Pixinguinha, sempre resignado, novamente retrucou: “Eu lamento, todos lamentam, mas vamos evitar comentários”. Donga percebeu a repetição da palavra durante a noite e sugeriu: “Pixinguinha você disse a palavra “lamento” três vezes, por que não escreve um choro com esse nome?”.

Quem contou essa versão da gênese do choro foi outro famoso flautista brasileiro já falecido, Altamiro Carrilho, em depoimento registrado no livro “Os sorrisos do Choro”, escrito por Julie Koidin, curiosamente, uma americana também flautista e apaixonada pelo choro.Julie lembrou a Altamiro que a letra do choro tinha sido feita muitos anos depois. Altamiro confirmou, e atribuiu a letra a Hermínio Bello de Carvalho. Na verdade, a memória traiu nosso grande flautista, a letra de "Lamentos" é de Vinicius de Moraes, que escreveu o poema apenas para a primeira parte da melodia, em 1962, e não fez referências alguma ao episódio do hotel. Na verdade, a letra não tem nada a ver com a versão apresentada pelo flautista. Altamiro afirma ter ouvido a história do próprio Pixinguinha, de quem era grande amigo. O certo é que o choro tem uma linha melódica triste, até mesmo melancólica, portanto, se alinha à suposta inspiração contada por Altamiro. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

12 datas curiosas entre elas o 'Dia do Coveiro'


Qualquer semelhança com o nome do blog é mera coincidência !


17 de dezembro

Dia Municipal do Coveiro
(Belo Horizonte)


14 de janeiro

Dia do Lavador e Manobrista de Carro
(Belo Horizonte)


19 de março

Dia do Contínuo
(Rio de Janeiro)


29 de junho

Dia dos Atores em Dublagem
(São Paulo)


27 de julho

Dia do Jogador de Gatebol
(São Paulo)


1º de agosto

Dia da Desfiadeira de Siri
(Vitória)


17 de agosto

Dia do Camelô
(Belo Horizonte)


27 de agosto

Dia da Luta de Braço
(Belo Horizonte)


11 de setembro

Dia do Árbitro Esportivo


25 de setembro

Dia do Cadáver Desconhecido


5 de outubro

Dia do Bóia-Fria
(São Paulo)


25 de novembro

Dia da Baiana do Acarajé
(Bahia)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Levava a vida na flauta e era mentiroso

Carlos Poyares
Uma das proezas mais impressionantes do flautista Carlos Poyares (1928-2004) era tocar uma flauta de lata, daquelas com seis orifícios vendidas em lojas de  brinquedo (será que ainda vendem?), executando músicas dificílimas.

Também impressionavam as suas estórias extraordinárias, ele levava a vida na flauta literalmente, mas ganhou a fama de mentiroso.

A melhor de Poyares foi o dia em que foi convidado para tocar para a rainha Elizabeth 2ª. Eles estavam em um iate, a música embalou, ele sentiu nos olhos da rainha o prazer de ouvir a música brasileira. O orgulho nacional foi tão grande que ele foi se afastando, se afastando, até que bateu na murada do iate, se desequilibrou e caiu no mar. Para provar que músico brasileiro era profissional até debaixo d'água, continuou tocando sua flautinha e não parou nem quando foi recolhido pelos salva-vidas.

“O Poyares, entretanto, não vive somente de mentiras. Éra exímio instrumentista. E ótimo companheiro de orgia. Éra um artista do povo, simples e agradável, que nada cobrava para exibir-se em qualquer boteco, por mais rodela que seja”.


Carlos Poyares - Matuto - Brejeiro (Ernesto Nazareth)

Fonte: Informações jornalggn.com.br/Luis Nassif

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

No tempo do rádio o humor da Rádio PRK 30

Este foi, sem dúvida, o maior programa de rádio de todos os tempos no Brasil. Dois dos maiores humoristas brasileiros, Lauro Borges e Castro Barbosa estavam à frente desse programa de humor, que estreou na rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1944.

PRK-30 era o prefixo de uma suposta rádio pirata, onde dois speakers, Megatério Nababo D'alicerce (Castro Barbosa) e Otelo Trigueiro (Lauro Borges), apresentavam notícias de impagáveis correspondentes internacionais, cantores, declamadores, etc, todos protagonizados pelos dois humoristas.

O programa PRK-30 teve a sua origem no programa PRK-20 da Rádio Clube do Rio de Janeiro, com os mesmos apresentadores. Lauro Borges recebeu um convite irrecusável para se mudar para a rádio Mayrink Veiga e lá, criou a PRK-30, segundo ele, com 10 megahertz a mais de potência que a anterior. Castro barbosa só iria para a Rádio Mayrink Veiga em 16 de Abril de 1945, na 25º edição do programa, porque estava preso ao contrato com a Rádio Clube.

Enquanto Castro Barbosa permanecia na Rádio Clube, o ator Pinto Filho assumia o seu posto com o personagem Chouriço de Moraes.

Ainda mesmo antes da PRK-30, Lauro Borges já tinha ficado famoso com dois outros programas de humor. Eram eles, A Buzina e Cenas Escolares (mais tarde, batizado de Piadas do Manduca, devido a problemas com a censura).

O programa humorístico PRK-30 está para o rádio como o Barão de Itararé, o grande humorista, está para o jornal escrito. Se até hoje os livros de humor do Barão são lidos com total prazer, as poucas gravações existentes permitem que possamos acompanhar, com a mesma satisfação, Lauro Borges e Castro Barbosa à frente do programa de rádio que permaneceu no ar de 1944 a 1964, sendo que em 1947, no auge da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, conseguiu 52,5% da audiência em novembro e fechou o ano com 50,1%.

O programa passava para o ouvinte a idéia de uma "rádio pirata" que entrava no ar em cima do prefixo da Rádio Nacional, satirizando tudo que acontecia no Rádio da época. PRK-30, que segundo os apresentadores, era um programa "só para homens, mulheres e crianças de ambos os sexos", era escrito por Lauro Borges e apresentado por ele e Castro Barbosa, sendo que apenas os dois faziam todas as vozes de todos os personagens, coisa que boa parte do público não acreditava que fosse possível.

Alguns exemplos são: Megatério Nababo d’Alicerce (Castro), um português que se orgulhava de "falar inglês em vários idiomas", e Otelo Trigueiro (Lauro), "a voz onde as abelhas se inspiram para fazer o mel", que fala para o "deleite condensado das morenas inequívocas, das louras inelutáveis e até das morenas ferruginosas. Para todas aquelas que estão me ouvindo, meus sinceros parabéns"!

As radionovelas que faziam grande sucesso na época não escaparam às sátiras dos dois e então a PRK-30 colocava no ar novelas como: "Só morra em Godoma", que tinha os personagens: Romeu de Pontapelier, tio de uma sobrinha. Amaro, primo de Rosa. Rosa, prima de Amaro. Alice, filha de um vizinho da esquerda. Dona Esquerda, vizinha do pai de Alice. Dona Moema, esposa do doutor Valério, já falecido e, portanto, viúva.

Lauro Borges fazia um outro programa chamado "Piadas do Manduca" e Castro Barbosa fazia o mesmo "português" em outros programas. Antes disso, em 1937, Lauro tinha um programa chamado "A Buzina", onde imitava vozes de correspondentes estrangeiros. Os dois conheceram-se no lendário "Programa Casé" e foi Renato Murce quem teve a idéia de reuni-los pela primeira vez no programa "A Hora Sorrindo".

Estiveram também nos programas humorísticos "Variedades Esso", "Programa Colgate-Palmolive", "Clube do Lero-Lero", mas, sobretudo, "PRV-8 "RaioX" e "PRK-20", esboços da futura "PRK-30" - quando só então Castro Barbosa assumiu o seu nome real.

PRK-30 estreou no dia 19 de outubro de 1944, às 21h, pelas ondas da Mayrink Veiga: "Meus estimados admiradores, boa-noite. A voz que vocês estão tendo o prazer de ouvir neste momento é a voz penicilínica, veludosa e afiambrada do maior espícler da presente atualidade: Otelo Trigueiro. Tanques! Tanques! Tanque iú vira e mexe".

A partir dessa saudação ao público, a empatia popular do programa só fez crescer a cada edição, principalmente quando passou a ser transmitido pela Rádio Nacional, em 1947.

Ninguém sabia que Lauro Borges criava as suas criaturas a partir de impressões do quotidiano: um rapazinho negro, que gostava de escrever poemas de amor às moças da sua rua, inspirou a figura de "Otelo Trigueiro" e as folias poéticas do "Boa-Noite"; um português do bar da esquina, gordo e bigodudo, serviu de modelo para o "Megatério"; uma vizinha portuguesa metida a entoar fados e que vivia implorando por uma oportunidade no rádio deu origem à "Maria Joaquina Dobradiça da Porta Baixa".

Infelizmente existem poucas informações sobre estes dois importantes nomes da radiofonia e do humorismo brasileiros. Laurentino Borges Sáes (Lauro Borges) era paulista. Nasceu em 1901 e faleceu em 1967. Joaquim Silvério de Castro Barbosa (Castro Barbosa) era mineiro, nascido em 7 de maio de 1905 e falecido em 20 de Abril de 1975.

Segundo humoristas como Chico Anísio e Jô Soares, e importantes nomes da comunicação como Renato Murce e José Bonifácio Sobrinho, o Boni, PRK-30 foi o melhor programa de humor de todos os tempos e o embrião de todo humor desenvolvido pelo Rádio e pela Televisão desde então.

NOTÍCIAS INTERNACIONAIS DA PRK 30


CORRIDA DE CAVALOS PRK 30




CANÇÃO DO ECO



Fonte: Informações velhosamigos.com.br

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Na era da espionagem saiba como Pelé foi salvo em 1970


Considerado o último malandro a moda antiga e um dos precursores do samba-de-breque, Moreira da Silva (1902-2000) tem uma importância fundamental no título da Seleção Brasileira em 1970, no México. Mais especificamente na partida contra a Inglaterra.

Pelo menos, Morangueira tinha essa importância na cabeça do jornalista e compositor Miguel Gustavo, um dos parceiros mais importantes de Moreira. Foi dele a ideia de criar essa faceta heróica ao sambista. Antes de ser agente secreto e salvar Pelé, o malandro já tinha dado as caras no velho oeste encarnando a figura do justiceiro Kid Morangueira. Anos mais tarde seria gangster e acabaria com a quadrilha de Al Capone e depois daria um pulo no Brasil para ser o Rei do Cangaço.

O enredo do samba é que Bond, James Bond, recebe a missão de sequestrar Pelé para que a Inglaterra tivesse o caminho mais fácil no mundial de 1970, tendo assim, maiores chances de se sagrar bicampeã.

Acompanhando 007 estava Claudia Cardinale. Os dois se hospedam na concentração do Santos e, à beira da piscina, o rei do futebol e a atriz protagonizam um romance que deixa Bond furioso. O inglês tira o soco inglês e parte para cima de Pelé. Mas ele não contava com o agente brasileiro Moreira da Silva que, além de salvar o camisa 10, prender o maior agente do mundo no DOPS e desperta o amor de Cardinale após um dia de pif-paf no Guarujá e uma bela pizza no Brás.

No fim das contas o Brasil derrotou a Inglaterra na Copa de 70 pelo placar de 1 x 0, gol de Jairzinho após passe de Pelé. Naquele mesmo ano, Miguel Gustavo assinaria uma composição mais conhecida do torcedor nacional: “Pra Frente Brasil”.









Fonte: Informações paginadoenock.com.br

domingo, 13 de outubro de 2013

"Delírio Alcoólico": Gravação do primeiro cantor profissional do Brasil

Bahiano – Manuel Pedro dos Santos


O Bahiano foi cantor e compositor nascido em Santo Amaro da Purificação, BA, que gravou o primeiro samba da história da discografia brasileira, o histórico Pelo telefone (1916).



Delírio Alcoólico, primeiro registro musical sobre a cachaça, é de Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, que gravou, em 1913, a hilária cançoneta, considerada a abertura dos trabalhos da longa linhagem etílico-poética que viria em seguida.


Em 2006, a cançoneta foi regravada por Alfredo del-Penho & Pedro Paulo Malta.


Letra:

Oh Lua Cheia, cheia de graça
Esse teu bojo está repleto de cachaça
Apaga a luz sem ninguém ver
E abre-te ao meio o teu recheio
Estou danado por beber
Tu não és mais que um garrafão
Que aqui me prende em sacrossanta devoção
Oh vagabunda lá do espaço
Dá-me o braço e passo a passo
Vamos tomar um formidável bom pifão
Fui o primeiro astronomeiro
Que descobriu quem sabe és irmã da ópa
E que vem sempre ao butequim
Do Joaquim, o português
Que até dizia
“O vi tontim”
Tú és oh roda, redonda e branca
Perambulando pelo azul do firmamento
Neste momento és um acento
És uma anca de mulher
Numa concavidade ambígua de colher
De hoje pra trás, não bebo mais
Eis a promessa que hora faço com fervor
Eu só não bebo a aguarrás
Mas tu, oh lua, bebes chumbo derretido e pedes mais
Vivo na rua e tu no céu
Mas nos irmana o mesmo vício, o mesmo amor
Por isso para que mentir
Sou como tu de um crime réu
Se acaso é crime se beber até cair
Lua pau d’água a minha mágoa
É não morar no alambique a vida inteira
Tendo-te a ti por companheira
Na sempre eterna bebedeira
E na ressaca habitual
Nesta sarjeta cheia de lama
Onde me encontro vejo a coisa muito preta
Pois o tal de guarda noturno
É um malvado sem igual
Que vem soturno escangalhar minha bacanal
Oh lua adeus, deixa-me andar
Vou procurar algum lugar pra vomitar
Tenho a na boca a impressão
E a sensação do gosto mal
De um cabo de chapéu de sol
Fujo de ti, pois és capaz
De vomitar por sobre mim o Parati
Me encontrarás no botequim
Fiel ao que já prometi
De que não bebo nunca mais
De hoje pra trás








Fonte:Informações www.mapadacachaça.com.br

O Violão 7 Cordas

Dino 7 cordas
(Horondino José da Silva)
O violão de 7 cordas nasceu, com alguma certeza, na Rússia do século XIX a partir da kobza, instrumento típico do Leste Europeu, muito semelhante ao alaúde barroco e a mandora germânica. Todos estes, na verdade, pertencem a uma complexa família de instrumentos de corda mediavais e renascentistas com origens na Pérsia, na África e na Índia.

Atribui-se ao lituano Andrei Sychra (177?-1850) a "invenção" do violão de 7 cordas. De fato, Sychra escreveu inúmeras peças para o instrumento que se tornou mais popular na Rússia que o violão de 6 cordas usado na Espanha. Ao migrarem para outros países por motivos diversos, os lituanos saudosos de sua terra transformavam os violões de seis cordas, mais comuns pela Europa e em outros países do mundo àquela época, adicionando improvisadamente uma corda adicional para, assim, poderem tocar suas canções prediletas da maneira original que as conheciam. A afinação do 7 cordas pelos russos era um acorde de sol maior aberto (DGBDGBD), proporcionando uma sonoridade característica e facilitando a formação de acordes para o acompanhamento de canções e a utilização de linhas de contra-baixo simples, alternando-se entre as cordas. O violonista francês Napoleon Coste (1805-1883) compôs várias peças para o violão de 7 cordas.

O Brasil, apesar de ser a segunda pátria do violão 7 cordas, sem dúvida, foi a terra mais fértil onde floresceu este instrumento. Relata-se que os responsáveis pela sua chegada em nosso país foram ciganos russos que viveram no bairro do Catumbi, Rio de Janeiro, em meados do século XIX. Da convivência entre os ciganos e os músicos e construtores cariocas, nasceu o violão de 7 cordas brasileiro. Entretanto, é certo que a adaptação do instrumento ao universo do choro e do samba deu-se a partir do início do século XX. O violonista China, irmão de Pixinguinha, aparece em uma fotografia de 1910 empunhando um violão de 7 cordas. O papel de Tute, violonista membro do grupo de Pixinguinha e Benedito Lacerda, é tido como o mais relevante na introdução do instrumento nos estilos brasileiros.

 Vídeo do regional Época de Ouro com a presença de Dino 7 cordas:
O fenômeno Horondino José da Silva, o Dino 7 Cordas, foi de longe o violonista mais importante para o desenvolvimento das típicas linhas melódicas dos baixos, as chamadas "baixarias", que se tornaram a marca principal do instrumento quando executado entre os "chorões". Dino dizia que "achava lindo o Tute tocando aquele violão, mas não queria que ele pensasse que eu o estava imitando, então só comecei a tocar sete cordas depois que ele morreu". Estudiosos sugerem que "Dino criou a linguagem brasileira do violão 7 cordas enquanto tocava com o duo de flauta de Benedito Lacerda e Pixinguinha em seu sax tenor que fazia maravilhosos contrapontos graves durante as apresentações" (Mauricio Carrilho; Luiz Otávio Braga).
No Brasil as afinações mais comuns para o 7 cordas são BEADGBE, DEADGBE e, principalmente, CEADGBE. Luiz Otávio Braga inovou ao usar pela primeira vez cordas de náilon no sete cordas, quando entrou para a Camerata Carioca de Radamés Gnattali, em 1983. Instrumentistas como Raphael Rabello, Mauricio Carrilho, e Yamandú Costa contribuiram pela universalização do instrumento, utilizando-o em peças dos mais variados estilos, cada um deixando sua marca individual neste instrumento maravilhoso. 








Fonte:Informações chorinhonaescola.blogspot.br

10 curiosidades sobre Adoniran Barbosa

1. João Rubinato era o verdadeiro nome de Adoniran Barbosa. Em sua certidão, constava que seu nascimento havia sido em 1910. Trata-se de uma falsificação, feita para que ele pudesse trabalhar mais cedo, em uma metalúrgica.

2. Filho dos imigrantes italianos Ferdinando e Emma, João começou a trabalhar em Jundiaí, São Paulo. A primeira função que exerceu foi de entregador de marmitas em um hotel. No meio do caminho, antes da entrega, abria a encomenda e comia uma parte. Em 1972, ele declarou em entrevista: “Eu não era malandro. Era fome. Malandragem é fome...”. Trabalhou também como faxineiro em uma fábrica em Jundiaí.

3. Em 1924, se mudou mais uma vez, para Santo André, São Paulo.

4. João exerceu várias profissões: serralheiro, garçom, encanador, pintor. Era um “faz-tudo”. Um de seus empregos foi de vendedor em uma loja na Rua 25 de Março, em São Paulo. Não permaneceu muito tempo nessa função, porque atendia aos clientes batucando no balcão.

5. Foi morar sozinho pela primeira vez em uma pensão, na capital paulista. Como já compunha músicas, João tentou a sorte no rádio. Em 1933, no programa de Jorge Amaral, foi aprovado cantando "Filosofia", de Noel Rosa e André Filho.

6. Adoniran fez muito sucesso como comediante de rádio. Um dos personagens criados por ele foi Charutinho, no programa História das Malocas. No início de sua carreira, ouviu um locutor de rádio dizer que tinha voz boa para “acompanhar defunto”. O primeiro disco solo do cantor só saiu quando ele tinha 64 anos. No total, foram três.

7. Gravou sua primeira música, "Dona Boa", em 1935, quando ganhou um concurso de marchinhas da prefeitura de São Paulo. Gastou o prêmio todo em uma noite de farra. Ele contava que, até ganhar, tinha dois amigos. Com o prêmio em mãos, passou a ter 20.

8. Naquele ano, João virou Adoniran. O nome artístico veio de um personagem que João apresentava no rádio. Com o sucesso de Adoniran Barbosa, todos começaram a chamá-lo assim. Pegou Adoniran de um amigo querido, e o Barbosa foi homenagem ao cantor Luís Barbosa.

9. Como compositor, fazia questão de manter os erros de linguagem. Segundo ele, fazia isso porque gostava do “samba de favela, samba de pobre”. Nos últimos anos de sua vida, Adoniran morou em um bairro simples de São Paulo, Vila São Paulo. A rua em que ficava sua casa não tinha luz elétrica nem água encanada. Ele costumava dizer que vivia cercado de “maloquinhas bonitas” naquele lugar.

10. Seu principal sucesso foi "Trem das Onze". A palavra "Jaçanã" foi escolhida apenas para rimar com "amanhã" -ele não conhecia o bairro quando compôs a música. Da mesma forma, não viveu no Bexiga ou na Vila Esperança, como é sugerido nas músicas “Samba do Bexiga” e “Vila Esperança”.







Fonte:guia dos curiosos

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Harpaterapia possui propriedades de cura

O som produzido pela delicadeza do dedilhar da harpa vem se mostrando ser muito mais que envolvente. Esse instrumento de origem milenar também possui propriedades terapêuticas e curativas para uma ampla indicação de pacientes.

A harpaterapia é uma atividade antiga, mas foi reativada recentemente. No uso terapêutico da harpa, o paciente, ao ouvir o som, pode sentir afinidade com certos tons e entrar em ressonância com eles, explica a fundadora e diretora do International Harp Therapy Program (Programa Internacional de Harpaterapia) Christina Tourin, que está em Belo Horizonte-MG. A especialista fica na cidade por uma semana para promover e participar de diversos eventos sobre a técnica, a partir deste sábado.

“A harpaterapia não é entretenimento ou música ambiente, não é um concerto ao pé da cama. É uma atitude de total atenção e presença que o harpaterapeuta tem com seu paciente, observando os padrões de respiração e sinais de tensão. Dessa forma, o terapeuta conduz a música especificamente para o paciente e, em alguns casos, convida-o a tocar”, comenta Christina.

Segundo a especialista, a música tocada na harpa tem “propriedades curativas únicas e, historicamente, é um símbolo de alívio e conforto” que pode ser usada em quase todos os tipos de pacientes, desde que ele aceite.

Após um quadro de insuficiência cardíaca súbita, a farmacêutica Jacqueline Casula, 43, teve que realizar uma cirurgia de emergência para a colocação de uma válvula no coração. Durante os 15 dias em que permaneceu na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), Jacqueline teve então o contato com a musicoterapeuta e harpaterapeuta Cláudia Miranda.

“Tive o comprometimento de vários órgãos, além do coração e, nesse período em que ela tocava algumas partituras pra mim, a minha melhora foi surpreendente. A harpaterapia me trazia um bem-estar físico, emocional e mental. Conhecia o instrumento, mas não o trabalho. Me apaixonei tanto que até comprei uma (harpa) pra mim”, conta Jacqueline.

Segundo Christina Tourin, a técnica também pode ser usada para pacientes terminais, situações de luto, partos, recém-nascidos, em salas de espera de hospitais e consultórios, clínicas veterinárias e até na estrutura corporativa como parte de um programa de gestão de stress.

PREMATUROS. Um estudo inédito sobre musicoterapia está sendo realizado no Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, para avaliar as reações dos recém-nascidos, prematuros e de alto risco, ao som de vários instrumentos, entre eles a harpa.

“Usamos instrumentos rítmicos alemães criados especialmente para bebês, porque são pequenos e têm um som muito delicado. Eles mexem com o alerta dos bebês que costumam ser letárgicos ou hiperativos. Também usamos o canto da mãe acompanhado do violão e da harpa”, explica a professora de musicoterapia da UFMG Cybelle Loureiro.


A pesquisa que já estudou 80 bebês, com idades a partir de 35 semanas e 500 gramas de peso, avaliou desde a mudança da coloração da pele, contato visual e frequência respiratória, e deve terminar em 2015.








Fonte: Litza Mattos/O Tempo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"As Rosas Não Falam" a poesia de um ex-lavador de carros

Cartola nasceu a 11 de Outubro de 1908
no Rio de Janeiro, em um bairro chamado
Catete. Neste dia, o Brasil e o mundo recebia
um de seus cidadãos mais ilustres.

Ganhou o apelido pois quando
trabalhava em obras, usava um chapeu côco,
para não sujar os cabelos de cimento.

Foi em 1919 que Sebastião, Aida e seus
sete filhos chegaram no Buraco Quente,
(um bairro no morro de Mangueira).

Era franzino, mas muito esperto,
conta seu amigo e parceiro Carlos Cachaça.



Cartola em uma entrevista disse:

Nos meus olhos, em Mangueira
só tinham uns cinquenta barracos.
E provavelmente estava certo.

Ele e seus companheiros fundaram
a G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira.

Sua contribuição à Cultura Brasileira é inestimável.

Sua concepção harmonica, suas melodias e versos
são simplesmente maravilhosos.
Mestres da Música como os maestros Villa Lobos
e Stokovsky foram ao Buraco Quente conhece-lo
e tomar conhecimento de sua obra.

Devido ao racismo, Cartola nunca foi economicamente
bem sucedido. Trabalhou até como pedreiro para sobreviver,
e no meio dos anos 60 o jornalista Stanislaw Ponte Preta
encontrou-o lavando carros no bairro de Ipanema,
e perguntou: Voce não é o Cartola? Sou, foi a resposta.
Isso causou muito espanto ao jornalista, que passou
a ajudá-lo, tornando-o mais popular.
Cartola, gravou seu primeiro disco em 1974.



Mas sua vida não foi só de tristezas.

Entre a metade dos anos 60 até sua morte em 1980
conheceu um pouco de popularidade (mas não dinheiro),
e descobriu que todos que tinham a chance de ouvir suas
canções, ou ve-lo tocar e cantar, passava a ama-lo.

Através de suas canções, o povo brasileiro
pôde entender um pouco mais a vida, e como lidar
com o dia a dia de uma maneira mais poética.

Cartola partiu desse mundo deixando suas canções
e seu amor, e nós o louvamos, e o amamos muito.

Cartola ignorou a injustiça pois esteve sempre
ocupado, com o que tinha no coração.

Tinha sabedoria suficiente para saber o quanto
estava adiante de seu tempo, o quão importante
seria os Brasileiros um dia perceberem
a mensagem que Espíritos Africanos o designaram
para levar a terras distantes.

Hoje em dia, o mundo inteiro percebe.







Fonte: Informações  brazilianmusic.com

Relembre Jingles Antigos e Inesqueciveis





Relembre alguns jingles que marcaram a história da propaganda no Brasil.


Clique na seta ao lado do Jingle 







    Varig Natal 



    Loção Brilhante



   
Brilhantina  Glostora




Pílulas de Vida do Doutor Ross 




    Alka Seltzer





Conhaque de Alcatrão São João da Barra



    Esmalte Colorama da Bozanno



    Nescau


 
    Sucos KSuco 


 
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