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sábado, 4 de junho de 2016

O chorinho "Vibrações" pode ter sido psicografado por Jacó do Bandolin

Moraes Sarmento, da Rádio Bandeirantes, lê uma das cartas de Jacob do Bandolim.
Jacob diz a seus correspondentes sobre assuntos como a extinção do choro, arte pela arte, dentre outros. E conta como ele escreveu o choro "Vibrações" sem estar no momento com seu bandolim.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Daniel Rodrigues: Uma homenagem ao mestre Alessandro Pennezi


Daniel Rodrigues como forma de reconhecimento fez uma composição homenageando o mestre Alessandro Pennezi, trata-se do choro "Satisfeito".

Alessandro Pennezi é sem dúvida um dos melhores violonistas do Brasil nos dias de hoje, e Daniel Rodrigues segue o mesmo caminho do grande mestre.
Não editamos o vídeo abaixo, confira o talento de Daniel Rodrigues acompanhado por Alessandro Pennezi.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Rodas de choro em Londrina-PR

O fim de semana será agitado para os fãs de choro na cidade. Hoje, às 20h no Bar Madalena (R. Belo Horizonte, 219), ocorre uma roda reunindo diversos músicos da cidade – o couvert custa R$ 5. Antes, porém, o Clube do Choro de Londrina faz uma apresentação, às 16h, no Instituto Londrinense de Trabalho para Cegos, exclusiva fara os frequentadores do instituto.

E no sábado, às 12h30, o Regional Vila Brasil toca no Restaurante Dona Menina (R. Guararapes, 177), com couvert a R$ 6.







Fonte: Informações Jornal de Londrina

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ouvir Chorinho e Rock muda o sabor dos alimentos, segundo pesquisa

Ao compor a música "Brasileiro", Waldir Azevedo talvez não imaginasse que poderia influenciar no sabor dos alimentos. Tampouco Eddie Van Hallen presumia que os rifs de guitarra de "Jump" poderiam tornar os sabores "menos apetitosos". Mas uma dissertação de mestrado da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) afirma que ouvir chorinho ou rock enquanto come tornam os sabores "menos gostosos". Já a música clássica e a música romântica acentuariam o paladar positivamente, segundo a pesquisa.

"Foi uma grande surpresa. Eu, particularmente, ia torcer pelo sucesso do chorinho", afirma entre risos o dono do experimento, o músico David Wesley Silva. Ele começou o mestrado com o interesse em testar novas formulações mais saudáveis e que agradassem públicos como o vegetariano e o diabético.
Mas, após sugestão da professora orientadora do projeto, a ideia de misturar música e comida fez com que a pesquisa tomasse outro rumo. "Minha paixão são os dois mundos. Os dois são artes, são ciência, são apaixonantes", afirma.

Receitas e experimentações

Seis receitas de bombocado, nas quais ingredientes como açúcar, leite, ovo, farinha e linhaça passaram por substituições diferentes, foram provadas por 120 pessoas enquanto escutavam canções de chorinho, rock, música clássica e música romântica. Os degustadores também foram submetidos a testes no silêncio. Ao final, elas deveriam conferir notas ao sabor dos alimentos.

De todas as médias máximas das notas, 43% delas foram dadas sob influência de música clássica e romântica, respectivamente. Já do total de médias mínimas, 33% foram dadas por degustadores enquanto eles ouviam chorinho e 50% enquanto escutavam rock.

Segundo os resultados, a influência da música na qualidade das notas das pessoas foi de 14,4%. "Quanto mais novidade o alimento, maior a influência da música sobre a experimentação. Em cima disso, as notas aumentaram com a música clássica e a música romântica. Já com o rock e chorinho, sempre diminuiu na média", explica.

Para não influenciar emocionalmente os degustadores, as letras das músicas foram suprimidas e foram selecionadas canções conhecidas e desconhecidas do público. Além disso, elas sempre eram tocadas aleatoriamente, segundo o pesquisador. "Puxamos para nossa terra com o chorinho. A música clássica é um paradigma e já a música romântica e o rock são as mais consumidas atualmente", afirma.

Ritmo acelerado

David Wesley utilizou seus conhecimentos de músico formado pela Universidade de São Paulo para analisar o fenômeno. "Eu identifiquei rapidamente a semelhança entre os padrões rítmicos do rock e do chorinho. Como são músicas mais rápidas, o provador pode ser influenciado pelo 'fator de seleridade' e comer mais rápido, nem mastigando direito", explica.

No entanto, o pesquisador afirma que é preciso levar em conta aspectos culturais para os resultados da pesquisa. "É uma coisa que precisa ser investigada melhor. O chorinho, por exemplo, é uma música urbana associada a bares, muito 'da vida carioca'. Pode ser que os cariocas estejam mais acostumadas e lá seja de outra forma", afirma.

Wesley já começou o doutorado na Faculdade de Engenharia de alimentos e pretende continuar nos estudos sensoriais relacionados à alimentação. "Estamos pensando já na segunda pesquisa, com outros gêneros como samba, bossa nova e jazz", afirma ele.








Fonte:Informações Folha Sinfônica

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um a zero: Primeira música brasileira dedicada ao futebol

Brasil campeão do sul americano de 1919: Píndaro, Pereira, Fortes, Amílcar, 
Bianco, Marcos, Milton, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo.

O choro “Um a zero”, de dois dos maiores mestres da música brasileira - Pixinguinha e Benedito Lacerda  - foi composto em 1919, para comemorar uma vitória do Brasil sobre o Uruguai, na histórica decisão do Campeonato Sul-Americano, em 29 de maio do mesmo ano.

Visão geral das Laranjeiras, estádio do Fluminense, durante o jogo
 Brasil e Uruguai pelo Campeonato Sul Americano de 1919.


A partida, das mais difíceis, só foi decidida no segundo tempo da prorrogação, com um gol do lendário, Arthur Friedenreich, conhecido como "O Tigre" (foto direita). O jogo, ocorrido no Estádio das Laranjeiras, praticamente parou o Rio de Janeiro.

Há quem diga que “Um a zero” foi a primeira música brasileira dedicada ao futebol. O choro, muito tempo depois, ganharia letra, feita pelo compositor Nelson Ângelo, um velho conhecido do Clube da Esquina.

A história da famosa disputa está registrada no livro “Sul-Americano de 1919 – Quando o Brasil descobriu o futebol”, do jornalista Roberto Sander.

Ouça, no primeiro vídeo, o choro interpretado por Pixinguinha, no segundo vídeo uma apresentação do Grupo Arranco De Varsovia - Um a Zero, a versão com a letra feita pelo mineiro Nelson Ângelo.

Pixinguinha & Benedito Lacerda - 1 X 0 (choro - 1946)
Arranco De Varsovia - Um a Zero

Letra da Música

Vai começar o futebol, pois é,
Com muita garra e emoção
São onze de cá, onze de lá
E o bate-bola do meu coração
É a bola, é a bola, é a bola,
É a bola e o gol!
Numa jogada emocionante
O nosso time venceu por um a zero
E a torcida vibrou
Vamos lembrar
A velha história desse esporte
Começou na Inglaterra
E foi parar no Japão
Habilidade, tiro cruzado,
Mete a cabeça, toca de lado,
Não vale é pegar com a mão
E o mundo inteiro
Se encantou com esta arte
Equilíbrio e malícia
Sorte e azar também
Deslocamento em profundidade
Pontaria
Na hora da conclusão
Meio-de-campo organizou
E vem a zaga rebater
Bate, rebate, é de primeira
Ninguém quer tomar um gol
É coisa séria, é brincadeira
Bola vai e volta
Vem brilhando no ar
E se o juiz apita errado
É que a coisa fica feia
Coitada da sua mãe
Mesmo sendo uma santa
Cai na boca do povão
Pode ter até bolacha
Pontapé, empurrão
Só depois de uma ducha fria
É que se aperta a mão
Ou não!
Vai começar...
Aos quarenta do segundo tempo
O jogo ainda é zero a zero
Todo time quer ser campeão
Tá lá um corpo estendido no chão
São os minutos finais
Vai ter desconto
Mas, numa jogada genial
Aproveitando o lateral
Um cruzamento que veio de trás
Foi quando alguém chegou
Meteu a bola na gaveta
E comemorou






Fonte:Informações www.drzem.com.br

 
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