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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Blog Choro Nosso - Ademir Palácios - Cochichando (choro) Ensaio de fraseados


terça-feira, 13 de maio de 2014

Choro é atração no Teatro Vasques em Mogi das Cruzes SP

A noite de abertura da ‘Caravana Brasil Instrumental’ terá a apresentação de João Macacão e Conjunto Paulistano logo após a Roda de Choro de Seu Julinho / Foto: Divulgação

Mogi recebe nesta quinta-feira o projeto “Caravana Brasil Instrumental”. É uma iniciativa do Ministério da Cultura que está circulando por cinco cidades do interior e litoral do Estado de São Paulo e atinge agora a reta final da temporada 2014. Na Cidade, o evento também estreia oficialmente as melhorias no sistema e de som e luz do Teatro Vasques. Recentemente o espaço passou por uma revitalização na parte de aparelhagem e conta agora com equipamentos digitais de última geração.

Todas as atividades do “Caravana Brasil Instrumental” serão realizadas  no Vasques, entre quinta-feira e domingo, sempre com entrada gratuita. Para abrir o evento foram convidados os participantes da “Roda de Choro do Seu Julinho”. Começa às 20 horas. Na sequência, João Macacão e o Conjunto Paulistano comandam o som.

João Macacão ou João Nicolau de Almeida é considerado uma das figuras mais marcantes da seresta, samba e choro da atualidade, bem como um dos mais virtuosos no violão 7 cordas do Brasil. Acompanhou por mais de 30 anos o seresteiro Silvio Caldas e já tocou ao lado de grandes compositores e músicos, como Orlando Silva, Altamiro Carrilho e Paulo Vanzolini. Neste show ele apresenta, acompanhado do Conjunto Paulistano, um repertório em homenagem aos grandes chorões do Brasil, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Esmeraldino Sales, num resgate ao clima das tradicionais rodas de choro do início do século XX.



Outros artistas

Nos dias seguintes, a plateia poderá conferir as apresentações do Panorama do Choro, Izaías e seus Chorões e o Zé Barbeiro Quinteto. “São grandes nomes da música instrumental brasileira que estamos tendo a honra de receber na Cidade. O projeto é do Ministério da Cultura, com patrocínio de uma empresa particular, via Lei Rouanet e vai permitir uma experiência única para o público mogiano, com entrada franca. Espero que as pessoas compareçam e prestigiem”, diz Mateus Sartori, secretário municipal de Cultura.

A “Caravana Brasil Instrumental” esteve presente  nas cidades de Ilhabela, São Luiz do Paraitinga e Caraguatatuba e chega agora à sua etapa final em Mogi das Cruzes e no município de Botucatu. O projeto leva os mais diversos nichos e estilos da música instrumental brasileira, promovendo o encontro de artistas que demonstram consistência, originalidade e criatividade ao público, em trabalhos de reconhecida relevância cultural.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone 4798-6900. O Teatro Vasques fica na Rua Doutor Correa, 515, Largo do Carmo.



Programação:

Quinta-feira (15 de maio)

20hs–Roda de Choro do Seu Julinho

20:30hs– João Macacão e Conjunto Paulistano



Sexta-feira (16 de maio)

20hs30– Panorama do Choro



Sábado (17 de maio)

20hs30s– Izaías e Seus Chorões



Domingo (18 de maio)


19hs– Zé Barbeiro Quinteto

terça-feira, 15 de outubro de 2013

‘Circo, Choro e Riso’ une apresentação de humor com roda de choro

Entre 22 de outubro e 19 de novembro, às terças-feiras, às 20h, a Cia. Picolino de Artes do Circo em parceria com a produtora Macaco Beleza, o espetáculo Circo, Choro e Riso, no Circo Picolino.

Com direção de Anselmo Serrat, a mostra inclui performances circenses, apresentações de humor e uma roda de chorinho, com artistas estreantes e já conhecidos, incluindo o grupo Os Carinhosos, com  João Jonga de Lima, Tito Bahiense, Gilson Verde, Zé Mário , Cuca e Sebastian.


O QUE
Circo, Choro e Riso
QUANDO:
Sáb 19/10 às 20:00
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QUANTO
R$20*
ONDE
Circo Picolino
Avenida Otávio Mangabeira, s/nº
Pituaçu - Centro
Salvador
OBSERVAÇÃO
R$10 meia-entrada / lista

As informações acima são de responsabilidade do autor e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.






Fonte: catracalivre.com.br

domingo, 6 de outubro de 2013

O baile do "André de Sapato Novo"

O Choro “André de Sapato Novo”, de acordo com o que é relatado no meio musical, foi inspirado em um momento banal da vida do próprio autor, o músico André Vitor Correia (Rio Bonito, RJ, 18/06/1888, Rio de janeiro, 4/03/1948), um respeitado artista da primeira metade do século XX.

Fala-se que André estava em um baile e passou momentos de sofrimento ao dançar com um apertado sapato. Dessa forma, as dores provenientes dos incômodos calos, um fato aparentemente corriqueiro, foram a inspiração para um músico talentoso nos legar um dos mais populares choros da história da música brasileira.

“Poucas músicas terão o privilégio de poder ser identificadas por uma nota, hein? E entre estas poucas está o grande choro “André de Sapato Novo”. Basta que Pixinguinha extraia do seu saxofone este Mi grave para que todos reconheçam logo que música vem por aí. Aquele grave, como todos sabem, representa a parada que faz a todo momento o indivíduo que calça o sapato novo que lhe aperta o pé. O calo está gritando dentro do calçado, e o jeito é fazer umas paradas para ajeitar os dedos comprimidos.  Ouçam !

Fonte: Informações www.drzem.com.br

domingo, 22 de setembro de 2013

Choro das Três


Formado em 2002 pelas irmãs Corina (flauta), Lia (violão de 7 cordas) e Elisa (bandolim) e o pai, Eduardo (pandeiro), o Choro das Três é um conjunto instrumental brasileiro.

Composições próprias e de amigos fazem parte do repertório do grupo, que tem como base principal a pesquisa de compositores e músicos da antiga, nem sempre conhecidos do grande publico, mas que tiveram papel vital no desenvolvimento de sua música.

Através dos shows, o Choro das Três tem conseguido atingir seu principal objetivo: levar às pessoas, principalmente aos mais jovens, um pouco da história musical brasileira e mostrar que o Choro, já centenário, continua colecionando novos compositores e intérpretes, encantando pessoas do mundo todo.


Fonte: Informações lastfm

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Indecoroso e divertido, proibido e gostoso

Quando surgiu, sempre relacionado a outros estilos e danças, como maxixe e lundu, o choro era coisa feia, indecorosa, de gente amoral. Ruy Barbosa chegou a dizer que a dança do corta-jaca era “a mais baixa, mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens”. Mas o estilo já ganhava o gosto do povo, que vencia preconceitos. O cronista carioca Luiz Edmundo escreveu:

"Muitas vezes, na casa brasileira, às escondidas do papai conservador e tradicionalista, as nossas sinhazinhas e sinhás não só cantam o que a canalha pela rua canta, como dançam também, umas com as outras, divertidas e alegres, os passos do corta-jaca que aprendem pelos teatros que frequentam. É o fruto proibido saboreado à socapa, num despertar gostoso dos instintos da raça.

Há um século, tomava forma gênero musical genuinamente nosso. Um Callado aqui, uma Chiquinha Gonzaga ali, mais dois gênios como Nazareth e Pixinguinha, e eis o choro, encantador de “cobras” mundo afora.

Fim do século 19. Os ritmos populares mais comuns são a valsa, a polca, o lundu, o maxixe. Aos poucos, instrumentistas se dedicam a nova maneira de tocar, lamurienta e plangente, ainda sem nome. Alguns chamam de tango brasileiro. Outros, de corta-jaca, devido aos gestos característicos da dança adequada ao ritmo. O nome com que o estilo viria finalmente a ser conhecido, em fins dos anos 1910, seria choro.

Um dos primeiros músicos a fixar as raízes do que se tornaria o mais brasileiro dos ritmos foi Joaquim Callado, nas décadas de 1860 e 1870. Flautista, compositor e professor, Callado teve o mérito de ser o primeiro a misturar a então popular música europeia com ritmo e sensibilidade afros.


A revolução de Chiquinha
Surpreendente. A mais importante figura dos primórdios do choro foi uma mulher: a genial maestrina Chiquinha Gonzaga. Nascida em 1847, desde jovem mostrava habilidades ao piano. Mas o primeiro marido, com quem casou aos 13 anos, proibiu-a de tocar. Aos 18, corta o relacionamento e leva os filhos. Começa inspiradora história de independência numa época bem mais machista.

Chiquinha se torna pianista em bares noturnos e passa a compor para o teatro de revista. Pioneira e revolucionária, cria peças essenciais, como o “tango” Gaúcho, conhecido como Corta-Jaca; composto em 1895, foi gravado apenas em 1904.


O erudito que abriu caminho para os chorões
O pianista de formação erudita Ernesto Nazareth tem lugar de destaque na galeria das personalidades fundamentais para o desenvolvimento do choro. Também por volta das décadas de 1870 e 1880, Ernesto começa a escrever, mas resiste a todo tipo de classificações populares.

Morreu em 1934 aos 70 anos. Deixou peças obrigatórias para qualquer músico de choro até os dias de hoje, como Brejeiro, Apanhei-te Cavaquinho, Odeon. Já nos primeiros anos do século 20, algumas de suas composições foram registradas em disco por conjuntos como a Banda do Corpo de Bombeiros e o Grupo Passos no Choro. O caminho para os futuros chorões estava pronto.


Alta definição
A partir do fim da década de 1940, nova revolução toma forma no universo chorão. Um carioca exigente e virtuose, compositor e pesquisador, tradicionalista e inovador, surge com um trabalho que muda os rumos do estilo e radicaliza a importância do bandolim: Jacob Bittencourt, o Jacob do Bandolim. Com habilidade e sonoridade cristalina, eleva o choro à mais alta categoria artística.

Era autor privilegiado, com dezenas de composições clássicas, tais como Vibrações, Doce de Coco, A Ginga do Mané, Noites Cariocas, Assanhado. Em 1966, capitaneia outro capítulo importante: forma o conjunto Época de Ouro, com alguns dos mais expressivos instrumentistas brasileiros, como Dino 7 Cordas e César Faria. Até a morte de Jacob, em 1969, o conjunto produziu discos e shows históricos. Com nova formação, até hoje continua em atividade.


Tico-tico no farelo?
“Até parece tico-tico no farelo”, exclamou Zequinha de Abreu durante um baile em 1917. Referia-se à animação com que os casais pulavam ao som daquele “choro sapeca”, ainda sem nome, que havia acabado de compor. Decidiu ali mesmo pelo título, mas descobriu que já existia outra canção com esse nome. Ficou Tico-Tico no Fubá.


This tico-tico, he’s the cuckoo
A letra é um capítulo à parte. A primeira, escrita em 1931 por Eurico Barreiros, começava: Um tico-tico só / O tico-tico lá / Está comendo todo, todo, meu fubá. Ficou inédita até 1942, quando Ademilde Fonseca foi gravar o disco de estreia e se lembrou dela. Pouco antes, em 1939, Aloysio de Oliveira já havia escrito outra versão, para Carmen Miranda: O tico-tico tá / Tá outra vez aqui / O tico-tico tá comendo o meu fubá. Em 1943 o americano Ervin Drake escreveu ainda outra letra, que fez sucesso com a orquestra de Xavier Cugat: Oh, tico-tico, tick / Oh, tico-tico, tock / This tico-tico, he’s the cuckoo in my clock [Este tico-tico, ele é o cuco no meu relógio].


Pixinguinha arranja o formato definitivo
Compositor, arranjador, flautista, saxofonista, líder da inovadora banda Os Oito Batutas. Pixinguinha é o mais importante estilista da nossa música popular. Praticamente sozinho, pegou tudo que todos haviam criado e deu o formato definitivo, principalmente do choro.

Aos 22 anos, em 1911, fazia as primeiras gravações e apresentações no carnaval de rua carioca. Nos seis anos seguintes, registra as primeiras composições, cria o primeiro conjunto e grava a imortal valsa Rosa.

Em 1919 reúne Os Oito Batutas para se apresentar na sala de espera de um cinema. Faz sucesso maior do que os filmes. Tanto que, no ano seguinte, se apresentam em almoço oferecido para o rei da Bélgica. Dois anos depois, embarcam para Paris. Na volta, influenciados pelo novato jazz, incorporam instrumentos como saxofone, clarinete e trombone; e ritmos como o foxtrote e o ragtime.

Pixinguinha torna-se o maior e mais requisitado arranjador de sua época. Deixa composições inesquecíveis, como 1×0, Lamentos, Sofres Porque Queres e, é claro, Carinhoso.


Um clássico 20 anos escondido
Quando Pixinguinha escreveu Carinhoso, em 1917, tinha certeza de que muita gente desaprovaria. Choro tinha de ter três partes, Carinhoso tinha duas. Manteve a composição escondida até 1928, quando tomou coragem e gravou com a Orquestra Típica Donga-Pixinguinha. A canção não fez alarde.

Em 1937, 20 anos depois de composta, ganhou singela letra de João de Barro; o Cantor das Multidões, Orlando Silva, gravou. Nascia um clássico. Já foi gravado mais de 200 vezes.


Por acaso, duas jóias surgem do cavaquinho
O sobrinho do cavaquinista carioca Waldir Azevedo tinha dez anos. Pediu que o tio lhe fizesse uma música num cavaquinho que estava com apenas uma corda. Nasceu o antológico Brasileirinho, de 1947, um dos mais famosos de todos os tempos.

Novamente por acaso, em 1951, Waldir lançou o segundo maior sucesso, Delicado. Estava no estúdio para gravar e precisava de algo para o outro lado do disco. Lembrou-se da composição despretensiosa. Foi recordista de vendas. No ano seguinte, 1952, o líder de orquestra canadense Percy Faith, famoso até a década de 1980, regravou. Sucesso mundial.


Mestre dos mestres
Ao longo dos anos 1920, época em que escreveu as famosas Bachianas Brasileiras, Heitor Villa-Lobos compôs a série Choros, com 12 obras para diversas formações. Elevou o choro à categoria de música de concerto e câmara. Um dos mais belos é o de número 10, para coro e orquestra. Tem subtítulo de Rasga o Coração, homenagem aos autores da canção com aquele nome, os chorões Anacleto de Medeiros (melodia) e Catulo da Paixão Cearense (letra).


Raphael Rabello
Talento precoce. De família de músicos, Raphael Rabello começou a tocar violão aos sete anos. Aos 12 passa a ter aulas. Aos 14 forma conjunto, Os Carioquinhas. Dedica-se ao choro, mas também ao samba e à música erudita.

Compositor, intérprete, virtuose, gravou 16 discos e foi um dos mais originais instrumentistas entre 1980 e 1990. Morreu em 1995, aos 32 anos. Foi responsável pela manutenção e evolução do choro em sua época.


Tradicional, moderno, imortal
Formado por cinco instrumentistas na faixa dos 20 aos 30 e poucos anos, o Tira Poeira, conjunto carioca freqüentador da Lapa, propõe-se reinventar tudo. Toca Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Pixinguinha, conhece a fórmula e sabe a medida exata entre tradição e modernidade.

Sem medo de assimilar influências, como jazz e até rock, simboliza o presente e o futuro. Eles ouvem o estilo com respeito, mas com a sede que os faz transformar o gênero centenário em novidade. Ao lado de outros grupos e instrumentistas como Hamilton de Holanda e Nó em Pingo d’Água, mostram que há fôlego para mais cem anos, e séculos afora.


Carreira internacional e cinematográfica
O diretor finlandês Mika Kaurismäki conheceu o produtor suíço Marcos Forster e descobriu que os dois têm uma paixão em comum pela música brasileira. Surgia ideia para Brasileirinho, documentário filmado em 2004 em cenários do Rio e finalizado neste ano. Mostra músicos como Trio Madeira Brasil, Yamandú Costa, Joel Nascimento, Guinga, Paulo Moura, Maurício Carrilho e muitos outros. Panorama do atual momento do choro, foi exibido no Festival de Berlim e vendido para vários lugares do mundo. No Brasil, ainda não se sabe quando chega.


Você sabia?
Chega de Saudade, música que deflagrou a bossa nova em fins dos anos 1950, foi originalmente escrita por Tom Jobim como chorinho.
Vinicius de Moraes, no começo dos anos 1960, põe letra em composição clássica de Pixinguinha, Lamentos, que vira Lamento.
Em seu segundo disco, de 1967, Chico Buarque compõe e grava Um Chorinho.
Filho de integrante do Época de Ouro, Paulinho da Viola traz novidades ao choro em composições como Coração Imprudente e Choro Negro; além de lançar o elepê Memórias Chorando.

Os grupos Novos Baianos e A Cor do Som assimilam o choro à sua mistura de MPB com rock.
Em 1977 a TV Bandeirantes organiza o Festival Nacional do Choro. Mais de mil composições são inscritas.

 







Fonte: Informações Escrito por Ronaldo Evangelista www.almanaquebrasil.com.br/

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Roda de choro em Londres com Tércio Borges


O Clube do Choro UK volta com mais uma Roda de Choro em Londres nesta semana, apresentando o convidado Tércio Borges, representante do melhor samba da Lapa.

Após o sucesso da primeira roda na Cecil Sharp House, em julho, o Clube do Choro UK prepara a nova roda que será realizada no sábado dia 31 – mais uma oportunidade para quem gosta ou ainda não conhece a roda, que acontece sempre na última semana de cada mês.

Este mês o convidado especial é Tércio Borges, defensor do choro e do samba da Lapa. Ele deixou o Rio com destino a Portugal há doze anos e fundou a primeira roda de choro em Lisboa. Lá liderou o grupo Os Democratas do Samba, tocando com grandes músicos como Sombrinha, do Fundo de Quintal, o sambista Diogo Nogueira, as cantoras Sílvia Nazário, Edna Pimenta e Letícia Gabian da Bahia, o português Nuno Bastos, entre outros.


Filho do violonista, cantor e compositor Tércio Guimarães, é carioca da gema; começou a aprender música sozinho, tocando violão e cavaquinho nas rodas de samba do Rio, hábito que lhe rendeu respeito e aprovação entre os músicos. Tércio toca músicas de autoria própria e também lembra clássicos do samba como Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Alcione, Cartola, Chico Buarque, etc.

O Clube do Choro UK celebra mais uma roda acolhedora na nova casa, a Cecil Sharp House, em Camden, fruto da nova parceria com a English Folk Dance & Song Society (EFDSS), trazendo o samba adorado por brasileiros, ingleses e demais nacionalidades para uma atmosfera folk inglesa.

Durante o dia do evento, haverá workshops diversos para quem se interessar em tocar pandeiro, cavaquinho, violão e outros instrumentos, independentemente do nível de experiência musical (informações abaixo).

A noite será recheada de eventos, começando cedo com aulas de dança às 5pm, seguido da roda do choro, banda, roda do samba e convidado Tércio Borges, acompanhado por comida e bebida típica brasileira. Durante o evento as pessoas podem assistir e trazer o seu instrumento musical para participar da roda, interagir com os músicos e entrar no improviso.










Fonte: brazilianpost

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Filme: Choros, chorinhos e chorões em 5 minutos

É do desenhista, artista plástico e designer William Figueiredo Côgo, de 34 anos, a idéia supimpa de contar em um filme de curta metragem - com traços firmes, singelos e muito colorido - uma breve história do choro, único gênero musical genuinamente carioca. São cinco minutos de emoção, beleza, talento e simplicidade. Côgo conseguiu fazer um desenho animado surpreendentemente original: calçadas em pés de moleque, bolas de gude, pipas coloridas, sino de igreja, o luar alto, crianças pobres (provavelmente filhas de estivadores, operários, lavadeiras e quituteiras), mulata, pandeiro, viola, saxofone e muita alegria. Os cenários são pintados a mão. Um choro recorrente. Sem palavras.

Para realizar Alma carioca, um choro de menino, Côgo se inspirou nos traços do caricaturista José Carlos de Brito e Cunha, o J.Carlos (1884-1950). Foi a melhor oportunidade que o diretor e designer, também carioca, formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ, encontrou para homenagear Pixinguinha, João da Bahiana e Donga - a santíssima trindade do chorinho - pais fundadores de Os Oito Batutas, o primeiro grupo a levar a música popular brasileira para o exterior. Foram para a Europa em janeiro de 1922 para uma curta apresentação. Acabaram ficando por lá meio ano.

O filmete retrata a história de um menino, morador da zona portuária do Rio, que, nos primeiros anos do século passado, se encanta com os chorinhos e os chorões originais da Pedra do Sal, na época da Tia Ciata e outras baianas fundamentais. A inspiração nos traços de J. Carlos é coerente. O cartunista, chargista e ilustrador retratava o Rio de Janeiro dos anos 1920, período em que o choro - gênero criado pelo flautista Joaquim Calado no fim do século 19 - deixava os salões e começava a conquistar definitivamente as ruas da cidade.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O talento de um "barbeiro"

O poder da música já fez com que várias pessoas abandonassem (futuras) carreiras em outras áreas. Chico Buarque largou a arquitetura; João Bosco, a engenharia; Edu Lobo, o direito; Guinga, a odontologia; Noel Rosa, a medicina. Embora nunca tenha pensado em enveredar por caminhos acadêmicos - mesmo sob forte pressão do pai -, em 1995 o alagoano José Augusto Roberto da Silva deixou de vez seu ofício primeiro, a barbearia, para se dedicar exclusivamente ao ritmo, às melodias, harmonias, contrapontos e "baixarias" de seu violão de sete cordas, mas manteve as origens no apelido.

Hoje com 61 anos, Zé Barbeiro tem mais de 160 composições, fala sério sobre a intenção de ainda gravar todas e brinca dizendo achar que a vida não lhe dará tempo de chegar às 300.  Zé Barbeiro tem em sua matriz musical o choro, mas passeia com naturalidade por uma infinidade de estilos. "O choro e o samba vêm em primeiro lugar, mas eu gosto de bolero, tango, música japonesa e italiana. As pessoas até me perguntam se, com toda essa estrada, eu não penso em dar aulas. Até penso, mas nunca vou largar o bar e a noite, e a diversão que é tocar com os amigos", diz.

José Augusto Roberto da Silva o Zé Barbeiro

Autodidata e intuitivo, comprou seu primeiro sete cordas e começou a participar de festivais na década de 1970. De lá pra cá, segue sendo praticamente um anônimo para o público, mesmo tendo tocado com Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso, Altamiro Carrilho, Zeca Pagodinho, Noite Ilustrada, Dona Inah, Batatinha, entre outros. Nomes apenas comprobatórios de que Zé Barbeiro, há tempos, deve figurar no panteão dos que tratam a música com a fineza que ela merece.

Zé Barbeiro é considerado pela critica especializada um dos mais modernos compositores de choro da atualidade e um dos músicos mais influentes para a nova geração de chorões no estado de São Paulo. Representante importante do movimento de renovação do choro, não só pela forma de tocar o violão de 7 cordas, como também pela característica de suas composições, influenciou boa parte dos jovens intérpretes e compositores da cena atual paulista.


Zé Barbeiro | Canção para Sofia (Zé Barbeiro) 
Show que ocorreu no Teatro Anchieta do Sesc Consolação dia 08/10/2012


Segura A Bucha (Zé Barbeiro)

Zé Barbeiro (Violão 7 Cordas);
* Alexandre Ribeiro (Clarinete);
* Fabrício Rosil (Cavaquinho);
* Léo Rodrigues (Pandeiro);
* Rodrigo Y Castro (Flauta).

Arquivo: Raíssa Amaral - Piracicaba / SP - Brasil

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O MAXIXE : Uma breve história da Música Popular Brasileira

O vídeo abaixo é um documentário interessante sobre o Maxixe, para os interessados nas origens da música brasileira o documentário é bastante esclarecedor.

Nossa música é riquíssima em estilos, gêneros e movimentos. Do século XVIII (dezoito), quando o Brasil ainda era uma colônia até o final do século XIX, passando pelo período do Império e posteriormente a República, a produção musical foi tomando ares nacionais, com o aparecimento de gêneros musicais brasileiros como o maxixe e o choro. Vamos fazer um breve passeio por essa história!

A pesar da massificação imposta pela grande midia ao gosto musical do brasileiro, vez por outra o maxixe insiste em mostrar sua cara e aparece nas obras de alguns dos nossos músicos e cantores. Em disco lançado no Brasil em 1995, o grande Monarco (A voz do Samba, Kuarup) relembrou, em uma faixa deliciosa, quatro maxixes de compositores da Portela – Tudo passa (Belmiro), Ogrande fingimento (Paulo da Portela), Vem, oh linda!(Alcides Histórico) e Vou navegar (Alvarenga) – ressaltando mais uma vez a ligação do ritmo não só com o choro, mas também com o samba carioca.

Pixinguinha, em sua extensa discografia, registrou 27 gravaçôes com titulo de maxixe rotulando o gênero das músicas. Até mesmo verdadeiros clássicos do choro como Um a zero, Proezas de Solon eVou vivendo foram gravados, em 1961, pelos Ases do Ritmo e por Jacob do Bandolim com o registro de maxixes.


Programa comandado por Júlio Lerner. Participação dos pesquisadores José Ramos Tinhorão e Jota Efegê, da cantora Eliete e da Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Fonte: vídeo Youtube: SenhorDaVoz

domingo, 11 de agosto de 2013

DANIEL RODRIGUES: Um fenômeno da nova geração do "choro"

Da nova geração do choro ele já é considerado um fenômeno, não bastasse o talento e a genialidade como músico Daniel Rodrigues agrada público de todas as idades por sua simpatia.


Seus vídeos fazem grande sucesso no Youtube, e já está vindo para nossa alegria, um CD de Daniel Rodrigues com composições dele e de outros compositores.


Pise firme nesse chão Daniel, em você o "Choro" e a Música Brasileira temos certeza estarão em ótimas mãos.



Veja no vídeo abaixo uma entrevista com o músico:


Contato:
daniel.guarulhos@hotmail.com
Aulas online e particulares de: Cavaco - Bandolim - Violão
http://www.facebook.com/daniel.guarulhos
Ademir Palácios

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Antigo núcleo econômico de João Pessoa-PB vira praça com roda de choro


Praça Barão do Rio Branco já foi o ponto mais
importante da cidade de João Pessoa
(Foto: Juliana Brito/G1)

A cidade de João Pessoa tem pontos que unem o histórico e o atual. É o caso da Praça Barão do Rio Branco, que no século 18 reunia alguns dos casarões mais importantes da sociedade e hoje é marcada pela presença constante de grupos de choro e de samba que se apresentam gratuitamente para a população.
A região da Praça Barão do Rio Branco, localizada entre as avenidas Visconde de Pelotas e Duque de Caxias, no Centro de João Pessoa, concentrava a parte administrativa da então ‘Capitania Real da Parahyba’, no início do século 18. Conhecida, na época, como ‘Largo do Erário’, a área abrigou a Câmara, a cadeia pública, o mercado público, a ‘repartição dos Correios’ e o erário público.

Havia ainda, a casa do capitão-mor (mandatário da Capitania) e o ‘pelourinho’ – onde os criminosos eram castigados e expostos à população. Em meio à movimentação administrativa e financeira, no local, também funcionou o primeiro açougue da Capitania.
De acordo com informações do arquiteto Umbelino Peregrino, diretor técnico da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Paraíba, a região do ‘Largo do Erário’ concentrava a elite local. “Aquele largo era o cérebro administrativo da Capitania”, afirma o arquiteto. Ele explica que, naquele período, a sede da Capitania estava dividida, basicamente, em duas regiões, a ‘parte alta’ (região da ‘Praça do Erário’) e a ‘parte baixa’ (na área do Varadouro).

O prédio que já foi a Casa do Capitão-Mor hoje é
ocupada pela Polícia Federal (Foto: Juliana Brito/G1)

Segundo ele, a principal ligação entre as duas principais zonas de movimentação eram a Ladeira da Borborema, que dá acesso à igreja matriz (primeira capela da cidade, construída em 1586, e atual Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves), e a Ladeira de São Francisco, no adro do Largo da Igreja de São Francisco.
Na região do Varadouro, na ‘parte baixa’, se concentrava a área comercial. Era onde estavam a Alfândega, os armazéns do porto do Varadouro, e onde acontecia a movimentação de carga e descarga de mercadorias, que eram transportadas pelo Rio Sanhauá. “Lá, funcionava ‘o grosso’. Muitas vezes, existiam armazéns embaixo e residências em cima. Isso era muito comum. Mas, a parte religiosa, administrativa e residencial mais elitizada, estava na ‘parte alta’”, informou Peregrino.

Uma das edificações mais importantes da área conhecida atualmente como ‘Praça Rio Branco’ é o prédio de número 30, denominado como ‘Casa do Erário’, construído em 1785, durante a administração do capitão-mor Jerônimo José de Mello e Castro. Segundo Umbelino Peregrino, no local, foi instalado o primeiro açougue da cidade. “Em uma época que comer carne era sinal de status”, conforme destaca o arquiteto.

Em seguida, o lugar foi transformado em mercado público, passando, em 1869, a funcionar como ‘repartição dos Correios’, durante dois anos. Em 1971, a edificação foi transformada em depósito, atividade mantida por cinco anos. Entre 1976 e 1981, a casa permaneceu fechada, em situação de abandono, quando, já sem teto, começou a ser restaurada.
“Essa casinha estava ‘na mira’, ia ser fruto de demolição”, afirmou Umbelino Peregrino. De acordo com pesquisas do Iphan, a casa, de construção colonial, com elementos arquitetônicos do século XIX, foi erguida em pedra e cal e é um dos raros registros da arquitetura oficial do século XVIII em todo o Estado da Paraíba.

Atualmente, o imóvel, tombado pelo Iphan, abriga a Casa do Patrimônio de João Pessoa, que é uma extensão da Superintendência do Iphan na Paraíba, onde ocorrem ações voltadas à Educação Patrimonial, a exemplo de exposições e outras atividades culturais. A Praça Barão do Rio Branco foi construída entre os séculos XVI e XVII e faz parte da área tombada pelo Ihaep (1987) e pelo Iphan (2007).

Sabadinho Bom / Beco Cultural

Após um processo de revitalização, iniciado em 2009, a ‘Praça Rio Branco’ foi inaugurada e entregue à população em agosto de 2010. A reforma foi realizada pelo Iphan, em parceria com a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), com recursos da ordem de R$ 400 mil, por meio do o Plano de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PACH), do governo federal.

Projeto Sabadinho bom leva dezenas de pessoas para ouvir chorinho em praça pública
(Foto: Juliana Brito/G1)

Semanalmente, a Praça Rio Branco passou a abrigar, nas tardes de sábado, o projeto ‘Sabadinho Bom’, realizado desde 2011 pela prefeitura da capital. A partir do meio-dia, grupos de choro, de samba e de outros gêneros musicais – a maioria compostos por artistas locais – se apresentam gratuitamente no palco instalado na Praça.

Após as apresentações musicais do ‘Sabadinho Bom’, por volta das 17 horas, têm início as atividades no ‘Beco Cultural Philipéia’, espaço localizado na Rua Braz Floriano, em frente à ‘Cachaçaria Philipéia’. A Associação Cultural Beco da Philipéia é responsável pela programação das apresentações que ocorrem no local. Músicos e artistas locais, mestres da cultura popular e grupos folclóricos garantem a animação do público, todo sábado, até as 22 horas.






Fonte:G1

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cavaquinista de 75 anos lança seu primeiro CD

No mês de (junho/2013) foi lançado no Rio de Janeiro o CD “Siqueira Entre Nós”, primeiro álbum do chorão e integrante da Velha Guarda da Mangueira, José de Alcântara Siqueira.

O músico de 75 anos tem mais de 450 composições, tocou com última formação da banda de Pixinguinha e já acompanhou grandes artistas, como Beth Carvalho, Jamelão, Alcione, Nelson Gonçalves entre vários outros. Muitos já tinham prometido ajudar Siqueira a fazer um registro de sua obra autoral, mas foi o jovem músico Wellington Monteiro, junto com o amigo Pedro Cantalice, que conseguiu reunir cerca de 70 colegas músicos e juntar dinheiro para concretizar o sonho de Siqueira.

Todas as músicas do CD são do “mestre” Siqueira, como o produtor musical Wellington Monteiro gosta de chamar. O disco conta com participação de Dirceu Leite, Nilze Carvalho, Ronaldo do Bandolim e várias outras feras. Para Siqueira, o CD tem a finalidade de contribuir para a cultura. “Nós que tocamos choro, vivemos choro, respiramos choro temos que fazer isso sim porque senão a música acaba. Eu já fiz a minha parte, dei minha contribuição”, diz.

Fonte:  nucleopiratininga.org.br

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Livro resgata a história do choro no Brasil

CHORO NOSSO
 “Chorando na garoa – memórias musicais de São Paulo” contextualiza a chegada do pioneiro gênero musical urbano no país e conta com depoimentos de músicos paulistas sobre a cultura, que é considerada um patrimônio brasileiro


Para resgatar a história do choro no Brasil, o professor universitário e mestre em políticas de educação, José de Almeida Amaral, lança o livro “Chorando na garoa – memórias musicais de São Paulo”.  A publicação pode ser adquirida neste link da Livraria Cultura.

O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do país, com origem no Rio de Janeiro, em meados do século XIX. Ainda hoje é executado tanto por grupos tradicionais quanto nas rodas de choro e regionais, também por músicos de outras origens.

CHORO NOSSO
“Se trata de um livro sobre música, sobre cultura brasileira, mas que aplica as bases da análise socioeconômica e política, porque a arte brota desse chão, das relações sociais”, explica o autor.

Na primeira parte do livro, Amaral faz uma breve discussão com base bibliográfica sobre o cenário socioeconômico do país ao longo do século XIX. A reforma urbana, a vinda de novos instrumentos e músicas estrangeiras e a abolição do tráfico de escravos no Brasil deram início ao surgimento do choro, já que possibilitou a emergência de novas classes sociais. Daí em diante, o gênero musical deu origem aos seus principais personagens.

Em seguida, ele discorre o texto sobre a cidade de São Paulo, a partir de suas manifestações musicais que influenciaram e caracterizaram o choro paulista. Depois disso, faz um levantamento dos nomes históricos do choro local.

Na segunda parte do livro, o professor entrevistou 42 músicos, cantores e personagens das rodas de choro em diversos pontos da cidade de São Paulo. O objetivo dessas entrevistas, segundo Amaral, foi coletar depoimentos pessoais sobre a vida, carreira e aspectos diferenciais do choro paulista em relação a outros locais onde esse gênero se manifesta.

Entre os entrevistados estão os renomados músicos brasileiros Izaías Bueno de Almeida, Laércio de Freitas, Toninho Carrasqueira, Milton Mori, entre outros. O livro ainda conta com o prefácio do produtor musical e criador do programa Ensaio, da TV Cultura, Fernando Faro.

“O choro é um bom exemplo de expressão cultural que o Estado deveria colocar seus olhos e estimular a prática e o estudo, por ser um patrimônio brasileiro”, argumenta.




Fonte:José Francisco Neto/www.brasildefato.com.br/

sábado, 3 de agosto de 2013

História do Choro


Tido como a primeira música popular urbana típica do Brasil, o choro nasceu no Rio de Janeiro em meados do século XIX2 . Até hoje é muito executado tanto por grupos tradicionais, como as rodas de choro e regionais, quanto por músicos de outras origens.

Joaquim Callado (1848-1880), um dos criadores do gênero.

Ernesto Nazareth (1863-1934)

Chiquinha Gonzaga (1847-1935)

Pixinguinha (1897-1973): considerado um dos maiores compositores de choro.

Viriato Figueira (1851-1883), da turma do Callado
O flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado é considerado um dos pioneiros do choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia. Foi Calado quem, pela primeira vez, grafou a palavra choro no local destinado ao gênero em uma de suas partituras: a da polca ‘’Flor Amorosa’’. Até então, os compositores se limitavam a indicar, como gênero, os ritmos tradicionais.

Uma denominação muito usada por compositores dessa época, como o também pioneiro Ernesto Nazareth, é ‘’tango brasileiro’’, evocando a influência da música ibérica e o desenvolvimento paralelo ao do tango argentino e uruguaio.

Origem do nome

Existe controvérsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra "choro". Eis algumas das hipóteses levantadas por estudiosos:

Segundo Lúcio Rangel e José Ramos Tinhorão3 , a expressão choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século XIX e os que a apreciavam passaram a chamá-la de música de fazer chorar. Por extensão, próprio conjunto de choro passou a ser denominado pelo termo, por exemplo, "Choro do Calado".

Para Ari Vasconcelos, a palavra choro seria uma corruptela de choromeleiros, corporações de músicos que tiveram atuação importante no período colonial brasileiro.3 Os choromeleiros não executavam apenas a charamela, mas outros instrumentos de sopro. O termo passou a designar, popularmente qualquer conjunto instrumental.

Já Câmara Cascudo afirma que o termo pode também derivar de "xolo", um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como "xoro" e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com "ch".3
Depois de já estabelecido o nome choro, o gênero foi apelidado de ‘’chorinho’’. Entretanto, muitos chorões e apreciadores do gênero não gostam dessa denominação.

Século XIX

Podemos relacionar a história do Choro com a chegada, em 1808, da Família Real portuguesa ao Brasil. Em 1815, Rio de Janeiro foi promulgada capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Passou, então, por uma reforma urbana e cultural, quando foram criados cargos públicos. Com a corte portuguesa vieram instrumentos de origem européia como o piano, clarinete, violão, flauta, bandolim e cavaquinho, bem como seus instrumentistas. Com esses viajantes, chegou ao Brasil a música de dança de salão européia, como a valsa, a quadrilha, a mazurca, a modinha, a schottish e principalmente a polca, que viraram moda nos bailes daquela época.

A reforma urbana, os instrumentos e as músicas estrangeiras, juntamente com a abolição do tráfico de escravos no Brasil em 1850, podem ser considerados uma "receita" para o surgimento do Choro, já que possibilitou a emergência de novas classes sociais: operários, funcionários públicos (isto é, carteiros, telegrafistas, trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil), instrumentistas de bandas militares e pequenos comerciantes, geralmente de origem negra, nos subúrbios do Rio de Janeiro.

Essas pessoas, sem muito compromisso, passaram a formar conjuntos para tocar de "ouvido" essas músicas, que juntamente com alguns ritmos africanos já enraizados na cultura brasileira, como o batuque e o lundu, passaram a ser tocadas de maneira abrasileirada pelos músicos que foram então batizados de chorões.
Embora não se possa fixar uma música ou uma data para o surgimento de um gênero musical, pois se trata de um processo lento e contínuo, dentre esses músicos se destacou o flautista Joaquim Antônio da Silva Calado e seu conjunto, surgido por volta de 1870, que ficou conhecido como "O Choro de Calado".

Esse flautista era professor da cadeira de flauta do Conservatório Imperial, portanto tinha grande conhecimento musical e reunia os melhores músicos da época, que tocavam por simples prazer. O conjunto de Calado era composto de dois violões, um cavaquinho e sua flauta, que era o instrumento de solo. Devido ao fato das flautas serem de ébano, essa formação era também chamada de "pau-e-corda".

No conjunto de Calado os instrumentistas de cordas tinham liberdade e todos eram bons em fazer, de propósito, improvisos sobre o acompanhamento harmônico e modulações complicadas com o intuito de "derrubar" os outros músicos. Ou seja, foi desenvolvido um novo diálogo entre solo e acompanhamento, uma característica do Choro atual. Logo, outros conjuntos com essa mesma formação apareceram. Por isso, Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para o surgimento do gênero.

A polca "Flor Amorosa", composta por Calado em 1867 (letrada no século XX por Catulo da Paixão Cearense), é tocada até hoje pelos chorões e tem características do choro moderno, portanto é considerada a primeira composição do gênero. Desse conjunto fez parte Viriato Figueira, seu aluno e amigo e também sua amiga, a maestrina Chiquinha Gonzaga, uma pioneira como a primeira chorona, compositora e pianista do gênero. Em 1877, Chiquinha compôs "Atraente", e em 1897, "Gaúcho" ou "Corta-Jaca", grandes contribuições ao repertório do gênero, entre outras composições, como "Lua Branca".

O Choro era considerado apenas uma maneira mais sincopada (pela influência do lundu e do batuque) de se interpretar aquelas músicas, portanto recebeu fortes influências, porém aos poucos a música gerada sob o improviso dos chorões foi perdendo as características dos seus países de origem e os conjuntos de choro proliferaram na cidade, estendendo-se ao Brasil.

No final do século XIX e início do século XX outros instrumentos de sopro e cordas, como o bandolim, o clarinete, o oficlide e o flautim foram incorporados aos conjuntos e utilizados também pelos solistas. As primeiras composições de Choro com características próprias foram compostas por Joaquim Calado, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth, dentre outros. Porém, o Choro só começou a ser considerado como gênero musical na primeira década do século XX.

Século XX

Os conjuntos de choro foram muito requisitados nas gravações fonográficas que, no Brasil, tiveram início em 1902. O compositor Anacleto de Medeiros, regente da banca do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi um dos primeiros ao participar das primeiras gravações do gênero. Misturou a xote e a polca com as sonoridades brasileiras. Como grande orquestrador, adaptou a linguagem das rodas de choro para as bandas.

O virtuoso da flauta Patápio Silva, considerado o sucessor de Joaquim Calado, ficou famoso por ser o primeiro flautista a fazer um registro fonográfico.

O violonista João Pernambuco, autor de "Sons de Carrilhões", trouxe do sertão sua forma típica de canção e enriqueceu o gênero com elementos regionais, colaborando para que o violão deixasse de ser um mero acompanhante na música popular.

Ernesto Nazareth, músico de trajetória erudita e ligado à escola européia de interpretação, compôs "Brejeiro" (1893), "Odeon" (1910) e "Apanhei-te Cavaquinho" (1914), que romperam a fronteira entre a música popular e a música erudita, sendo vitais para a formação da linguagem do gênero.

Pixinguinha, um dos maiores compositores da música popular brasileira, que também era tenor, arranjador, saxofonista e flautista, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.
Em 1919, Pixinguinha formou o conjunto Oito Batutas, formado por Pixinguinha na flauta, João Pernambuco e Donga no violão, dentre outros músicos. Fez sucesso entre a elite carioca, tocando maxixes e outros choros. Quando compôs "Carinhoso", entre 1916 e 1917 e "Lamentos" em 1928, que são considerados dois dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz.
Outras composições de Pixinguinha, entre centenas, são "Rosa", "Vou vivendo", "Lamentos", "1X0", "Naquele tempo" e "Sofres porque Queres".


Zequinha de Abreu .


O flautista Agenor Bens (circa 1870-1950) participou de diversas das primeiras gravações fonográficas do choro, na primeira década do século XX.

Na década de 1920, o maestro Heitor Villa-Lobos compôs uma série de 16 composições dedicadas ao Choro, mostrando a riqueza musical do gênero e fazendo-o presente na música erudita. A série é composta de 14 choros para diversas formações, um Choros Bis e uma Introdução aos Choros. O nome das composições é sempre no plural. O Choros nº 1 foi composto para violão solo.

Existem também Choros para conjuntos de câmara e orquestra. A peça Choros nº 13, de Heitor Villa-Lobos, foi composta para duas orquestras e banda. Já Choros nº 14 é para orquestra, coro e banda. Uma das composição mais conhecida e executada dentre os choros orquestrais de Villa-Lobos é Choros nº 10, para coro e orquestra, que inclui o tema "Rasga o Coração" de Catulo da Paixão Cearense. Devido à grande complexidade e à abrangência dos temas regionais utilizados pelo compositor, a série é considerada por muitos como uma das suas obras mais significativas.

Também a partir da década de 1920, impulsionado pelas gravadoras de discos e pelo advento do rádio, o Choro fez sucesso nacional com o surgimento de músicos como Luperce Miranda e do pianista Zequinha de Abreu, autor de Tico-Tico no Fubá, além de grupos instrumentais que, por dedicar-se à música regional, foram chamados de regionais, como o Regional de Benedito Lacerda, que tiveram como integrantes Pixinguinha e Altamiro Carrilho, e Regional do Canhoto, que tiveram como integrantes Altamiro e Carlos Poyares.

Década de 1970

Ocorreu uma revitalização do gênero na década de 1970. Em 1973, uniram-se o Conjunto Época de Ouro e Paulinho da Viola no show Sarau. Foram criados os Clubes do Choro em Brasília, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Goiânia e São Paulo, dentre outras cidades. Surgiram grupos jovens dedicados ao gênero, como Galo Preto e Os Carioquinhas. O novo público e o novo interesse pelo gênero propiciou também a redescoberta de veteranos chorões, como Altamiro Carrilho, Copinha e Abel Ferreira, além de revelar novos talentos, como os bandolinistas Joel Nascimento e Déo Rian e o violonista Rafael Rabello.

Festivais do gênero ocorreram no ano de 1977. A TV Bandeirantes de São Paulo promoveu duas edições do Festival Nacional do Choro e a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro promoveu o Concurso de Conjuntos de Choro.

Em 1979 com o LP "Clássicos em Choro", o flautista Altamiro Carrilho fez sucesso tocando músicas eruditas em ritmo de Choro. Altamiro é uma lenda viva do Choro, já gravou mais de 100 discos, fez mais de 200 composições e já se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

Também em 1979, por ocasião do evento intitulado "Tributo a Jacob do Bandolim", em homenagem aos dez anos do falecimento do bandolinista, é criado o grupo Camerata Carioca, formado por Radamés Gnatalli, Joel Nascimento e Raphael Rabello, dentre outros músicos.

Década de 1980

A década de 1980 foi marcada por inúmeras oficinas e seminários de Choro. Importantes instrumentistas se reuniram para discutir e ensinar o gênero às novas gerações. Em 1986, realizou-se o primeiro Seminário Brasileiro de Música Instrumental, em Ouro Preto, uma proposta ampla que ocasionou uma redescoberta do Choro.
A partir de 1995 o gênero foi reforçado por grupos que se dedicaram à sua divulgação e modernização e pelo lançamento de CDs.

Século XXI

O Choro entra no terceiro século da sua existência, com uma bagagem de mais de 130 anos, completamente firmado como um dos principais gêneros musicais do Brasil. São milhares de discos gravados e centenas de chorões que marcaram presença. O choro além de ser um gênero musical rico e complexo, é também um fenômeno artístico, histórico e social.

No entanto falta divulgação, pois enquanto o Dia Nacional do Choro é comemorado em outros países, como a França e o Japão, no Brasil a maioria da população nem sabe que existe essa data comemorativa. Sobre isso, Hermínio Bello de Carvalho escreveu: "Ao defender a tese de que a cultura deveria ser tratada como matéria de segurança nacional, penso traduzir a necessidade cada vez mais premente de abrasileirar o brasileiro, como advertiu Mário de Andrade…"

Instrumentos e conjuntos típicos

Os chorões muitas vezes se reúnem em grupos, geralmente rodas de choro ou conjuntos regionais. O nome regional provavelmente surgiu na década de 1920, a partir de grupos que se dedicavam à música regional. O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos melódicos, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia; o cavaquinho tem um importante papel rítmico e também assume parte da harmonia; um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base harmônica do conjunto e o pandeiro atua na marcação do ritmo base.

Piano
No início, era muito comum no choro o piano, instrumento de pioneiros como Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. Os pianistas que tocavam choro eram, por vezes, chamados "pianeiros"




Clarinete

Instrumento de sopro de madeira, originário do chalumeau francês, mais usado atualmente com a afinação em Si bemol. No Brasil é muito utilizado como instrumento solista nas rodas e gravações de choro. Luiz Americano, Abel Ferreira, K-Ximbinho e Paulo Moura são alguns dos grandes clarinetistas brasileiros.










Flauta

A flauta era o instrumento de Joaquim Callado, um dos primeiros chorões. Sempre foi muito utilizada no choro, tanto a flauta comum quanto o piccolo. Ao longo da história do choro, sempre houve, no gênero, flautistas notáveis, como Benedito Lacerda, Patápio Silva e Altamiro Carrilho.

Violão de 7 cordas

No choro, além do violão de seis cordas, existe o violão de 7 cordas, introduzido nos regionais provavelmente pelo violonista Tute, quando procurava notas mais graves para a chamada baixaria. A princípio a corda utilizada era uma corda C de violoncelo, afinada também em C. Depois, surgiram as cordas específicas para esse fim no violão. As cordas específicas possibilitaram que muitos chorões optassem por afinar a sétima corda em B (o que era impossível com a corda de violoncelo, que ficava muito frouxa se afinada em B), seguindo mais à risca a lógica da afinação do violão e ganhando um semitom a mais para o grave. A partir da década de 1950, teve como seu maior expoente Dino 7 Cordas, que influenciou grandes nomes da geração seguinte de violonistas, como Raphael Rabello e Yamandú Costa.

Pandeiro

O pandeiro foi introduzido no choro por João da Baiana, no início do século XX. Até então, o instrumento era relegado ao batuque, sendo rejeitado pelos que tocavam o choro, considerado uma música mais elaborada que o samba e o batuque.





Saxofone

O saxofone deve sua importância no choro a Pixinguinha. Flautista de origem, Pixinguinha adotou o saxofone após tomar contato com as bandas de dixieland da época. A importância do instrumento levou compositores a mencioná-lo nos títulos de suas músicas, como "Por que chora, Saxofone" e "Sax soprano magoado".
Outro grande chorão saxofonista foi o pernambucano K-Ximbinho.






Bandolim

O bandolim tem timbre, região e digitação muito adequados ao solo, além de ser um instrumento com boa ressonância e projeção sonora. Jacob Bittencourt tornou o bandolim, que já era utilizado no choro desde o início do século XX, um dos símbolos do choro. A ele se seguiram, entre outros, Joel Nascimento e Hamilton de Holanda.




Cavaquinho

Originalmente, o cavaquinho, por suas características técnicas – como a pouca ressonância –, era considerado apenas um instrumento de “centro”, ou seja, um instrumento harmônico-rítmico utilizado apenas na base do conjunto. Entretanto, com a melhoria de recursos acústicos e eletrônicos (como o pedal de reverb), passou também a solista. O cavaquinho ganhou notoriedade como instrumento melódico a partir de Waldir Azevedo.












Fonte:Wilkipédia

quarta-feira, 31 de julho de 2013

CHORO NOSSO - Nossa primeira publicação

Eu e meu amigo Edinho em um de nossos ensaios em sua casa, entre  chorinhos (entenda-se música) e conversas, tivemos a ideia de criar um espaço na internet onde o tema seria o choro, sua história e claro os seus músicos de imenso talento , e também divulgar os novos talentos e as "Rodas de Choro".


Com a ideia na cabeça começamos a pensar em que nome dariamos a esse espaço, quando na mesma noite (30/07/ 13) meu parceiro Edinho ligou e deu o nome de batismo: Olha que tal NOSSO CHORO !

E hoje, 31/07/2013 ainda em fase de teste e adaptações registramos a primeira publicação em: "CHORO NOSSO"

E como diz o título de um chorinho de Waldir Azevedo: "Vê se gostas" !

Ademir Palácios





 
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