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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"As Rosas Não Falam" a poesia de um ex-lavador de carros

Cartola nasceu a 11 de Outubro de 1908
no Rio de Janeiro, em um bairro chamado
Catete. Neste dia, o Brasil e o mundo recebia
um de seus cidadãos mais ilustres.

Ganhou o apelido pois quando
trabalhava em obras, usava um chapeu côco,
para não sujar os cabelos de cimento.

Foi em 1919 que Sebastião, Aida e seus
sete filhos chegaram no Buraco Quente,
(um bairro no morro de Mangueira).

Era franzino, mas muito esperto,
conta seu amigo e parceiro Carlos Cachaça.



Cartola em uma entrevista disse:

Nos meus olhos, em Mangueira
só tinham uns cinquenta barracos.
E provavelmente estava certo.

Ele e seus companheiros fundaram
a G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira.

Sua contribuição à Cultura Brasileira é inestimável.

Sua concepção harmonica, suas melodias e versos
são simplesmente maravilhosos.
Mestres da Música como os maestros Villa Lobos
e Stokovsky foram ao Buraco Quente conhece-lo
e tomar conhecimento de sua obra.

Devido ao racismo, Cartola nunca foi economicamente
bem sucedido. Trabalhou até como pedreiro para sobreviver,
e no meio dos anos 60 o jornalista Stanislaw Ponte Preta
encontrou-o lavando carros no bairro de Ipanema,
e perguntou: Voce não é o Cartola? Sou, foi a resposta.
Isso causou muito espanto ao jornalista, que passou
a ajudá-lo, tornando-o mais popular.
Cartola, gravou seu primeiro disco em 1974.



Mas sua vida não foi só de tristezas.

Entre a metade dos anos 60 até sua morte em 1980
conheceu um pouco de popularidade (mas não dinheiro),
e descobriu que todos que tinham a chance de ouvir suas
canções, ou ve-lo tocar e cantar, passava a ama-lo.

Através de suas canções, o povo brasileiro
pôde entender um pouco mais a vida, e como lidar
com o dia a dia de uma maneira mais poética.

Cartola partiu desse mundo deixando suas canções
e seu amor, e nós o louvamos, e o amamos muito.

Cartola ignorou a injustiça pois esteve sempre
ocupado, com o que tinha no coração.

Tinha sabedoria suficiente para saber o quanto
estava adiante de seu tempo, o quão importante
seria os Brasileiros um dia perceberem
a mensagem que Espíritos Africanos o designaram
para levar a terras distantes.

Hoje em dia, o mundo inteiro percebe.







Fonte: Informações  brazilianmusic.com

domingo, 29 de setembro de 2013

Samba do início do século 19 até os dias atuais

Embora o primeiro samba tenha sido oficialmente gravado em 1917, as origens do ritmo musical de raízes africanas no Brasil têm início no século 19. É possível que a palavra seja um derivado do termo semba, do dialeto de origem angolana que significa “umbigada”, e que serviu para designar a dança de roda popular.

Seria, portanto, inicialmente uma designação dos locais de dança, e não do gênero em si. O ritmo é bastante difundido na Bahia e em São Paulo, e conhecido em todo o país, mas é o Rio de Janeiro o local considerado o berço do gênero musical, onde o ritmo é mais tocado.

Conhecido como uma expressão musical tipicamente urbana, o samba nasceu nos morros cariocas, onde personalidades como o músico e dançarino Hilário Jovino Ferreira reuniam-se em torno dos blocos de afoxé e nos ranchos carnavalescos, como o "Reis de Ouros", fundado por ele em 1894. Ali, a dança dos escravos libertos entraria em contato com os diversos ritmos tocados na então capital do Brasil República, tais como o maxixe e o lundu, e se encontraria também com uma parcela da população de influência marcadamente europeia.

Naquela época, era reconhecida a participação das chamadas Tias Baianas na disseminação da cultura negra, por meio do candomblé e das danças e batuques, na Praça Onze, no centro do Rio, uma região que ficou conhecida como “Pequena África”. Uma delas foi a baiana Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata, em cuja casa nasceu o samba carioca.

De suas festas lúdicas participavam Pixinguinha, João da Baiana, Edgar Marcelino dos Passos, Alcebíades Barcellos (Bide), Bicho Novo e Donga. Este último foi quem registrou a canção “Pelo Telefone”, em 1917, quando a palavra samba passou oficialmente a designar o gênero, embora nesse período ainda sofresse forte influência do maxixe nordestino. Mas foi na década seguinte, mais precisamente em 1928, com a fundação do bloco "Deixa Falar", do Estácio, que o samba como hoje conhecemos passou a ser tocado e cantado. Os integrantes do bloco reuniam-se na Escola Normal e, em contrapartida, na agremiação ensinava-se o samba – daí o surgimento do nome “escola de samba” para designar a agremiação, surgindo aí a Estácio de Sá, a primeira escola de samba do país. Um dos “Bambas do Estácio” foi Noel Rosa, responsável pela popularização do gênero para além dos morros cariocas e compositor de “Com que roupa?” (1929) e “Conversa de Botequim” (1935), entre outras memoráveis canções.

O ritmo de compassos binários (2/4) produzidos por instrumentos de percussão, tais como o pandeiro, o chocalho, o tamborim, a cuíca, o surdo, entre outros, e acompanhados pelo cavaquinho e o violão, deu origem a uma série de variações musicais nas décadas seguintes, os subgêneros, impulsionadas pela grande difusão da era do rádio. Um deles é o samba-canção, mais melódico, e cultivado especialmente por músicos do teatro de revista, em meados dos anos 1920, cuja música mais representativa é “Ai, Ioiô” (1929), cantada por Aracy Cortes. O samba-enredo, criado a partir do início da década de 1930, por integrantes das escolas de samba, é aquele no qual a letra deve estar relacionada ao tema escolhido para a apresentação no desfile diante do público.

O compositor mineiro Ary Barroso, que também escreveu as primeiras composições para esse teatro musicado, é um dos representantes do samba-exaltação, com a famosa canção “Aquarela do Brasil” (1939), exemplo dos temas patrióticos e dos arranjos orquestrais e recursos sinfônicos que muito contribuíram para alçar o ritmo à categoria de símbolo da identidade nacional. A partir da década de 1940, surge a modalidade samba de gafieira, com ênfase no instrumental de metais, influenciado pelas orquestras norte-americanas de música comercial na Segunda Guerra Mundial, e feito tipicamente para se dançar nos salões da época. É nesse período também que ressurge o samba de partido-alto, cantado em forma de desafio e com versos de improviso. A década de 1950 trouxe para o samba seu representante paulista mais famoso, o compositor Adoniran Barbosa, autor de “Saudosa Maloca” (1951), “Samba do Arnesto” (1953) e outros clássicos do gênero. Os atuais grandes nomes do samba são Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione, Arlindo Cruz e Almir Guineto.






Fonte: Estadão

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Luizinho 7 Cordas uma história musical



Um dos maiores violonistas de sete cordas do Brasil, Luiz Araújo Amorim, o Luizinho 7 cordas, nasceu em Marília SP, a 31 de outubro de 1946.

Ainda recém nascido mudou-se com seus pais para a cidade de Santos, onde permaneceu até o ano de 1997.

O primeiro contato musical aconteceu através de seu pai Bráulio Araújo, um feirante que tinha como hobby a música. Seu Bráulio, tocador de cavaquinho e violão, tinha um regional com o nome de Estrela de Ouro, e era um seresteiro muito conhecido em Santos.
O Estrela de Ouro ensaiava três vezes por semana na casa de seu Bráulio, sempre observado pelo olhar curioso e deslumbrado do menino Luiz, que só ia dormir ao término do ensaio. Atento ao fascínio do filho pela música , Bráulio começou a ensinar cavaquinho para Luizinho.

Com seis anos de idade, Luiz Amorim já tocava algumas músicas no cavaquinho e tinha uma imensa vontade de aprender violão, pois sempre admirara os duetos realizados pelos violonistas do Estrela de Ouro, Totty e Chiquinho. Devido a insistência do menino, seu Bráulio comprou um violão Di Giorgio para o filho e começou-lhe a ensinar alguns acordes.

Os anos se passaram e o menino chamou a atenção dos violonistas do Estrela de Ouro, devido a habilidade que demonstrava no violão. Totty e Chiquinho aconselharam o amigo Bráulio a matricular Luizinho em um conservatório musical.

Aos doze anos de idade, Luiz Araújo Amorim, ingressou no Conservatório musical Brasil, em Santos, e passou a ter aula em grupo ( com outros garotos de sua idade ) ministrada pelo professor Mário Coutinho. As aulas no conservatório Brasil não eram muito aproveitadas por Luizinho, pois ele já se encontrava em um nível superior aos colegas de classe e não aprendia nada de novo.

Então, seu Bráulio tirou o filho do conservatório e contratou o professor Coutinho para lecionar a Luiz na residência dos Amorim. Mário Coutinho não era um músico completo, pois não conhecia muito de teoria musical e não tinha uma técnica rebuscada. Após um ano de aula Luizinho evoluiu tanto que ao invés de aprender, passou a ensinar a Coutinho.

Tanto potencial demonstrado pelo garoto, fez o pai coruja procurar o respeitado professor Carvalinho, que lecionava no Centro de violão José do Patrocínio, onde já havia estudado outros grandes violonistas, como Garoto e Artílio Bernardini. Luizinho passou então a aprender música clássica sobre os cuidados de Carvalinho. Quatro anos de estudo clássico fizeram com que Luiz Araújo desenvolvesse muito sua técnica e seu conhecimento teórico musical.

Mesmo estudando música clássica Luizinho nunca deixou de tocar música popular, que sempre foi a sua paixão. Escutava as canções no rádio e depois ia correndo para o violão. Em algumas dessas músicas, Luiz identificava um som de violão muito grave, porém nunca conseguia reproduzi-lo. Curioso, foi perguntar para o pai como era possível fazer aquele som no violão, e seu Bráulio explicou-lhe que não era um violão de seis cordas que realizava o som grave, e sim um violão de sete cordas. 
Certo dia Luizinho foi assistir a um programa de rádio no qual se apresentaria o cantor Maurici Moura, acompanhado pelo seu irmão Maurício Moura, que tocava violão de sete cordas. Luiz ficou deslumbrado com a maneira de tocar de Maurício, e ao final do programa foi pedir para o violonista que o ensinasse aquela técnica. A partir de então Maurício passou a ensinar violão de sete cordas para o filho de seu Bráulio. Luiz Araújo considerava Maurício um mestre, devido sua técnica impressionante e todo seu conhecimento musical.
Com pouco tempo de aula Luiz já dominava o violão de sete cordas, e não demoraria muito para ingressar no regional do Dadinho, um bandolinista famoso em Santos. Neste regional Luizinho começou a se projetar profissionalmente, e passou a ser conhecido como Luizinho 7 cordas.
Na década de setenta o regional do Dadinho começou a ganhar projeção em algumas cidades brasileiras como o Rio de Janeiro e São Paulo, e despertou interesse em alguns artistas. No ano de 1977 , o pianista Arthur Moreira Lima, realizou com o regional, um show no Teatro João Caetano, na cidade do Rio de Janeiro, pelo projeto Seis e Meia.
No mesmo ano de 1977, com 31 anos, Luizinho 7 cordas recebeu convite para acompanhar Arthur Moreira Lima, em um show no festival de choro realizado pela Rede Bandeirantes de Televisão, transmitido para todo Brasil. Luiz arrasou e recebeu o troféu de revelação, entregue pessoalmente pelo mestre Dino 7 cordas. Este prêmio trouxe muito prestígio para Luizinho, e vários artistas o chamaram para trabalhar, dentre eles Déo Rian.
Porém , Luizinho muito apegado a mãe, Dona Antônia Maria Araújo, não quis se mudar de Santos, e continuou a tocar no Regional do Dadinho até o ano de 1980, quando recebeu e aceitou o convite de Evandro do bandolim para fazer parte de seu regional.
No regional do Evandro, Luizinho 7 cordas, continuou morando em Santos, pois a distância até São Paulo ( onde o regional ensaiava e tocava) era relativamente pequena.
Foi com Evandro que Luiz consolidou sua fama de excelente violonista, e permaneceu tocando com ele até 1994, ano do falecimento do bandolinista. 
Luizinho 7 estabeleceu com Evandro do bandolim uma relação muito sólida, pois além de se entenderem muito bem musicalmente, se tornaram grandes amigos. A dupla acompanhou diversos artistas famosos, gravaram vários LPs e fizeram muitas viagens, inclusive para o Japão, onde são respeitados até hoje.
Demônios da Garoa, Nelson Gonçalves, Silvio Caldas, Ângela Maria, Noite Ilustrada, Carlos Galhardo, Cartola, Martinho da Vila, Alcione, Clara Nunes, Beth Carvalho, Elisete Cardoso, Altemar Dutra, Altamiro Carrilho, Valdir Azevedo, Adoniran Barbosa, Jamelão, Nelson Sargento, João Nogueira, Gonzaguinha, Isaurinha Garcia, Ademilde Fonseca, Carlos Poyares e Peri Ribeiro foram alguns artistas consagrados brasileiros que foram acompanhados maravilhosamente pelo elegante violão de sete cordas de Luizinho.
 
No ano ano de 1997 Luiz se mudou para a cidade de São Paulo, onde reside atualmente. Continua , acompanhando muitos artistas, além de gravar cds e fazer produções musicais (arranjo e regência). Luizinho também trabalha como professor, dando aula para muitos alunos, e é reverenciado como mestre, pois desenvolveu um método para ensinar o violão de 7 cordas.
Aos 67 anos de idade, Luizinho 7 cordas tem uma legião de fãs, e é considerado por muitos, o melhor violonista de 7 cordas em atividade no Brasil. Recentemente vem incentivando grupos jovens que fazem um resgate da nossa música popular, dentre esses estão o Quinteto em Branco e Preto e o regional Naquele Tempo. Estes dois grupos acabaram de gravar seus primeiros cds, que receberam arranjos feitos por Luiz. Esta interação entre a geração mais “ velha” e a mais “nova” de músicos brasileiros nos trás a esperança de que a boa música brasileira será eterna, assim como o mestre LUIZINHO 7 CORDAS. 
Texto: RICARDO VALVERDE
Fonte:Informações samba-choro.com.br

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O violão no Brasil

O violão no Brasil desenvolveu-se, basicamente, em dois grandes eixos da expressão da arte no Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. Onde surgiram a grande maioria dos grandes violonistas brasileiros, que obtiveram sua formação instrumental com os professores que moravam nestas cidades.

Na cidade de São Paulo, através do violonista uruguaio Isaías Savio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou a fundação de uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul, vindo morar no Brasil, em São Paulo, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho fundando a Associação Cultural Violonística Brasileira, e em 1947, e tornou-se professor de violão do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo,  fundando a primeira  cadeira de violão no país.

Em 1951, ele participou da fundação da Associação Cultural de Violão de São Paulo, sendo responsável pela composição de  mais de 100 obras para o violão e cerca de mais ou menos 300 transcrições e revisões, sendo seus trabalhos usados atualmente por muitas escolas de música em todo o Brasil e fora dele.
O Brasil teve e tem a sua própria safra de violonistas, podemos citar:

Clementino Lisboa: iniciou as apresentações de violão em público, apresentando o instrumento para a elite carioca;- Joaquim Santos: fundador da revista “O violão”;

Aníbal Sardinha: precursor da bossa-nova.
Ainda citamos alguns como Jorge do Fusa, Américo Jacomino, Nicanor Teixeira e Egberto Gismonti.

A música brasileira para violão tem por base a pequena obra de Villa-Lobos, que foi um importante compositor e violonista brasileiro, que conta basicamente com 12 estudos sobre violão.






Fonte: www.mundodoviolao.com

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A velha senhora da adeus e vai embora

A velha senhora Kombi que fez parte de várias gerações está indo embora, mesmo a gente sabendo que isso um dia aconteceria, ela vai deixar saudades em muita gente. Como se diz hoje em dia, valeu velha senhora, vamos sempre lembrar de alguma história que vivemos juntos.


O desenvolvimento tecnológico não deixa espaço para saudosismo. Kombi é o diminutivo em alemão de combinação, vale tanto para um pequeno furgão como para um grande Boeing. Quando carrega carga e passageiros é chamado de Kombi. Ela surgiu da necessidade dos alemães de terem um veículo barato para um país arrasado pela Segunda Guerra, que transportasse mercadorias e pessoas. O chassis é o mesmo do velho e bom fusca. Chegou ao Brasil, um país sem guerras e que acolheu os imigrantes de braços aberto, entre eles os alemães. E a Kombi.

Volkswagen oficializa fim da Kombi no Brasil 

Abençoada por muitos, amaldiçoada por poucos, o carro tinha uma característica genial. O para choque era a testa do motorista. O motor ficava atrás como o do fusca. Aquele carro estranho ganhou o coração e a mente dos brasileiros. Andava pelas estradas esburacadas de terra, no asfalto, subia a serra e no domingo levava a família para uma farofada na Praia Grande. Resistiu a uma quantidade enorme de modelos novos, nacionais e importados e mudou muito pouco . Fazia parte das paisagens urbanas e rurais. E a Volkswagen ganhou muito dinheiro com ela.


A Kombi assistiu inúmero episódios da história do povo brasileiro e foi responsável pelo transporte de tudo que cabia no seu bojo. Levava uma tonelada de peso, de gente ou de cabritos. Era comum o dito popular “ ponha na kombi”. Enfim, foi o jeito brasileiro de ser que deu vida tão longa ao furgão. Agora definitivamente ela vai para o museu e para as páginas da nossa história.

O MAXIXE : Uma breve história da Música Popular Brasileira

O vídeo abaixo é um documentário interessante sobre o Maxixe, para os interessados nas origens da música brasileira o documentário é bastante esclarecedor.

Nossa música é riquíssima em estilos, gêneros e movimentos. Do século XVIII (dezoito), quando o Brasil ainda era uma colônia até o final do século XIX, passando pelo período do Império e posteriormente a República, a produção musical foi tomando ares nacionais, com o aparecimento de gêneros musicais brasileiros como o maxixe e o choro. Vamos fazer um breve passeio por essa história!

A pesar da massificação imposta pela grande midia ao gosto musical do brasileiro, vez por outra o maxixe insiste em mostrar sua cara e aparece nas obras de alguns dos nossos músicos e cantores. Em disco lançado no Brasil em 1995, o grande Monarco (A voz do Samba, Kuarup) relembrou, em uma faixa deliciosa, quatro maxixes de compositores da Portela – Tudo passa (Belmiro), Ogrande fingimento (Paulo da Portela), Vem, oh linda!(Alcides Histórico) e Vou navegar (Alvarenga) – ressaltando mais uma vez a ligação do ritmo não só com o choro, mas também com o samba carioca.

Pixinguinha, em sua extensa discografia, registrou 27 gravaçôes com titulo de maxixe rotulando o gênero das músicas. Até mesmo verdadeiros clássicos do choro como Um a zero, Proezas de Solon eVou vivendo foram gravados, em 1961, pelos Ases do Ritmo e por Jacob do Bandolim com o registro de maxixes.


Programa comandado por Júlio Lerner. Participação dos pesquisadores José Ramos Tinhorão e Jota Efegê, da cantora Eliete e da Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Fonte: vídeo Youtube: SenhorDaVoz

sábado, 3 de agosto de 2013

História do Choro


Tido como a primeira música popular urbana típica do Brasil, o choro nasceu no Rio de Janeiro em meados do século XIX2 . Até hoje é muito executado tanto por grupos tradicionais, como as rodas de choro e regionais, quanto por músicos de outras origens.

Joaquim Callado (1848-1880), um dos criadores do gênero.

Ernesto Nazareth (1863-1934)

Chiquinha Gonzaga (1847-1935)

Pixinguinha (1897-1973): considerado um dos maiores compositores de choro.

Viriato Figueira (1851-1883), da turma do Callado
O flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado é considerado um dos pioneiros do choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia. Foi Calado quem, pela primeira vez, grafou a palavra choro no local destinado ao gênero em uma de suas partituras: a da polca ‘’Flor Amorosa’’. Até então, os compositores se limitavam a indicar, como gênero, os ritmos tradicionais.

Uma denominação muito usada por compositores dessa época, como o também pioneiro Ernesto Nazareth, é ‘’tango brasileiro’’, evocando a influência da música ibérica e o desenvolvimento paralelo ao do tango argentino e uruguaio.

Origem do nome

Existe controvérsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra "choro". Eis algumas das hipóteses levantadas por estudiosos:

Segundo Lúcio Rangel e José Ramos Tinhorão3 , a expressão choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século XIX e os que a apreciavam passaram a chamá-la de música de fazer chorar. Por extensão, próprio conjunto de choro passou a ser denominado pelo termo, por exemplo, "Choro do Calado".

Para Ari Vasconcelos, a palavra choro seria uma corruptela de choromeleiros, corporações de músicos que tiveram atuação importante no período colonial brasileiro.3 Os choromeleiros não executavam apenas a charamela, mas outros instrumentos de sopro. O termo passou a designar, popularmente qualquer conjunto instrumental.

Já Câmara Cascudo afirma que o termo pode também derivar de "xolo", um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como "xoro" e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com "ch".3
Depois de já estabelecido o nome choro, o gênero foi apelidado de ‘’chorinho’’. Entretanto, muitos chorões e apreciadores do gênero não gostam dessa denominação.

Século XIX

Podemos relacionar a história do Choro com a chegada, em 1808, da Família Real portuguesa ao Brasil. Em 1815, Rio de Janeiro foi promulgada capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Passou, então, por uma reforma urbana e cultural, quando foram criados cargos públicos. Com a corte portuguesa vieram instrumentos de origem européia como o piano, clarinete, violão, flauta, bandolim e cavaquinho, bem como seus instrumentistas. Com esses viajantes, chegou ao Brasil a música de dança de salão européia, como a valsa, a quadrilha, a mazurca, a modinha, a schottish e principalmente a polca, que viraram moda nos bailes daquela época.

A reforma urbana, os instrumentos e as músicas estrangeiras, juntamente com a abolição do tráfico de escravos no Brasil em 1850, podem ser considerados uma "receita" para o surgimento do Choro, já que possibilitou a emergência de novas classes sociais: operários, funcionários públicos (isto é, carteiros, telegrafistas, trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil), instrumentistas de bandas militares e pequenos comerciantes, geralmente de origem negra, nos subúrbios do Rio de Janeiro.

Essas pessoas, sem muito compromisso, passaram a formar conjuntos para tocar de "ouvido" essas músicas, que juntamente com alguns ritmos africanos já enraizados na cultura brasileira, como o batuque e o lundu, passaram a ser tocadas de maneira abrasileirada pelos músicos que foram então batizados de chorões.
Embora não se possa fixar uma música ou uma data para o surgimento de um gênero musical, pois se trata de um processo lento e contínuo, dentre esses músicos se destacou o flautista Joaquim Antônio da Silva Calado e seu conjunto, surgido por volta de 1870, que ficou conhecido como "O Choro de Calado".

Esse flautista era professor da cadeira de flauta do Conservatório Imperial, portanto tinha grande conhecimento musical e reunia os melhores músicos da época, que tocavam por simples prazer. O conjunto de Calado era composto de dois violões, um cavaquinho e sua flauta, que era o instrumento de solo. Devido ao fato das flautas serem de ébano, essa formação era também chamada de "pau-e-corda".

No conjunto de Calado os instrumentistas de cordas tinham liberdade e todos eram bons em fazer, de propósito, improvisos sobre o acompanhamento harmônico e modulações complicadas com o intuito de "derrubar" os outros músicos. Ou seja, foi desenvolvido um novo diálogo entre solo e acompanhamento, uma característica do Choro atual. Logo, outros conjuntos com essa mesma formação apareceram. Por isso, Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para o surgimento do gênero.

A polca "Flor Amorosa", composta por Calado em 1867 (letrada no século XX por Catulo da Paixão Cearense), é tocada até hoje pelos chorões e tem características do choro moderno, portanto é considerada a primeira composição do gênero. Desse conjunto fez parte Viriato Figueira, seu aluno e amigo e também sua amiga, a maestrina Chiquinha Gonzaga, uma pioneira como a primeira chorona, compositora e pianista do gênero. Em 1877, Chiquinha compôs "Atraente", e em 1897, "Gaúcho" ou "Corta-Jaca", grandes contribuições ao repertório do gênero, entre outras composições, como "Lua Branca".

O Choro era considerado apenas uma maneira mais sincopada (pela influência do lundu e do batuque) de se interpretar aquelas músicas, portanto recebeu fortes influências, porém aos poucos a música gerada sob o improviso dos chorões foi perdendo as características dos seus países de origem e os conjuntos de choro proliferaram na cidade, estendendo-se ao Brasil.

No final do século XIX e início do século XX outros instrumentos de sopro e cordas, como o bandolim, o clarinete, o oficlide e o flautim foram incorporados aos conjuntos e utilizados também pelos solistas. As primeiras composições de Choro com características próprias foram compostas por Joaquim Calado, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth, dentre outros. Porém, o Choro só começou a ser considerado como gênero musical na primeira década do século XX.

Século XX

Os conjuntos de choro foram muito requisitados nas gravações fonográficas que, no Brasil, tiveram início em 1902. O compositor Anacleto de Medeiros, regente da banca do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi um dos primeiros ao participar das primeiras gravações do gênero. Misturou a xote e a polca com as sonoridades brasileiras. Como grande orquestrador, adaptou a linguagem das rodas de choro para as bandas.

O virtuoso da flauta Patápio Silva, considerado o sucessor de Joaquim Calado, ficou famoso por ser o primeiro flautista a fazer um registro fonográfico.

O violonista João Pernambuco, autor de "Sons de Carrilhões", trouxe do sertão sua forma típica de canção e enriqueceu o gênero com elementos regionais, colaborando para que o violão deixasse de ser um mero acompanhante na música popular.

Ernesto Nazareth, músico de trajetória erudita e ligado à escola européia de interpretação, compôs "Brejeiro" (1893), "Odeon" (1910) e "Apanhei-te Cavaquinho" (1914), que romperam a fronteira entre a música popular e a música erudita, sendo vitais para a formação da linguagem do gênero.

Pixinguinha, um dos maiores compositores da música popular brasileira, que também era tenor, arranjador, saxofonista e flautista, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.
Em 1919, Pixinguinha formou o conjunto Oito Batutas, formado por Pixinguinha na flauta, João Pernambuco e Donga no violão, dentre outros músicos. Fez sucesso entre a elite carioca, tocando maxixes e outros choros. Quando compôs "Carinhoso", entre 1916 e 1917 e "Lamentos" em 1928, que são considerados dois dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz.
Outras composições de Pixinguinha, entre centenas, são "Rosa", "Vou vivendo", "Lamentos", "1X0", "Naquele tempo" e "Sofres porque Queres".


Zequinha de Abreu .


O flautista Agenor Bens (circa 1870-1950) participou de diversas das primeiras gravações fonográficas do choro, na primeira década do século XX.

Na década de 1920, o maestro Heitor Villa-Lobos compôs uma série de 16 composições dedicadas ao Choro, mostrando a riqueza musical do gênero e fazendo-o presente na música erudita. A série é composta de 14 choros para diversas formações, um Choros Bis e uma Introdução aos Choros. O nome das composições é sempre no plural. O Choros nº 1 foi composto para violão solo.

Existem também Choros para conjuntos de câmara e orquestra. A peça Choros nº 13, de Heitor Villa-Lobos, foi composta para duas orquestras e banda. Já Choros nº 14 é para orquestra, coro e banda. Uma das composição mais conhecida e executada dentre os choros orquestrais de Villa-Lobos é Choros nº 10, para coro e orquestra, que inclui o tema "Rasga o Coração" de Catulo da Paixão Cearense. Devido à grande complexidade e à abrangência dos temas regionais utilizados pelo compositor, a série é considerada por muitos como uma das suas obras mais significativas.

Também a partir da década de 1920, impulsionado pelas gravadoras de discos e pelo advento do rádio, o Choro fez sucesso nacional com o surgimento de músicos como Luperce Miranda e do pianista Zequinha de Abreu, autor de Tico-Tico no Fubá, além de grupos instrumentais que, por dedicar-se à música regional, foram chamados de regionais, como o Regional de Benedito Lacerda, que tiveram como integrantes Pixinguinha e Altamiro Carrilho, e Regional do Canhoto, que tiveram como integrantes Altamiro e Carlos Poyares.

Década de 1970

Ocorreu uma revitalização do gênero na década de 1970. Em 1973, uniram-se o Conjunto Época de Ouro e Paulinho da Viola no show Sarau. Foram criados os Clubes do Choro em Brasília, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Goiânia e São Paulo, dentre outras cidades. Surgiram grupos jovens dedicados ao gênero, como Galo Preto e Os Carioquinhas. O novo público e o novo interesse pelo gênero propiciou também a redescoberta de veteranos chorões, como Altamiro Carrilho, Copinha e Abel Ferreira, além de revelar novos talentos, como os bandolinistas Joel Nascimento e Déo Rian e o violonista Rafael Rabello.

Festivais do gênero ocorreram no ano de 1977. A TV Bandeirantes de São Paulo promoveu duas edições do Festival Nacional do Choro e a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro promoveu o Concurso de Conjuntos de Choro.

Em 1979 com o LP "Clássicos em Choro", o flautista Altamiro Carrilho fez sucesso tocando músicas eruditas em ritmo de Choro. Altamiro é uma lenda viva do Choro, já gravou mais de 100 discos, fez mais de 200 composições e já se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

Também em 1979, por ocasião do evento intitulado "Tributo a Jacob do Bandolim", em homenagem aos dez anos do falecimento do bandolinista, é criado o grupo Camerata Carioca, formado por Radamés Gnatalli, Joel Nascimento e Raphael Rabello, dentre outros músicos.

Década de 1980

A década de 1980 foi marcada por inúmeras oficinas e seminários de Choro. Importantes instrumentistas se reuniram para discutir e ensinar o gênero às novas gerações. Em 1986, realizou-se o primeiro Seminário Brasileiro de Música Instrumental, em Ouro Preto, uma proposta ampla que ocasionou uma redescoberta do Choro.
A partir de 1995 o gênero foi reforçado por grupos que se dedicaram à sua divulgação e modernização e pelo lançamento de CDs.

Século XXI

O Choro entra no terceiro século da sua existência, com uma bagagem de mais de 130 anos, completamente firmado como um dos principais gêneros musicais do Brasil. São milhares de discos gravados e centenas de chorões que marcaram presença. O choro além de ser um gênero musical rico e complexo, é também um fenômeno artístico, histórico e social.

No entanto falta divulgação, pois enquanto o Dia Nacional do Choro é comemorado em outros países, como a França e o Japão, no Brasil a maioria da população nem sabe que existe essa data comemorativa. Sobre isso, Hermínio Bello de Carvalho escreveu: "Ao defender a tese de que a cultura deveria ser tratada como matéria de segurança nacional, penso traduzir a necessidade cada vez mais premente de abrasileirar o brasileiro, como advertiu Mário de Andrade…"

Instrumentos e conjuntos típicos

Os chorões muitas vezes se reúnem em grupos, geralmente rodas de choro ou conjuntos regionais. O nome regional provavelmente surgiu na década de 1920, a partir de grupos que se dedicavam à música regional. O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos melódicos, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia; o cavaquinho tem um importante papel rítmico e também assume parte da harmonia; um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base harmônica do conjunto e o pandeiro atua na marcação do ritmo base.

Piano
No início, era muito comum no choro o piano, instrumento de pioneiros como Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. Os pianistas que tocavam choro eram, por vezes, chamados "pianeiros"




Clarinete

Instrumento de sopro de madeira, originário do chalumeau francês, mais usado atualmente com a afinação em Si bemol. No Brasil é muito utilizado como instrumento solista nas rodas e gravações de choro. Luiz Americano, Abel Ferreira, K-Ximbinho e Paulo Moura são alguns dos grandes clarinetistas brasileiros.










Flauta

A flauta era o instrumento de Joaquim Callado, um dos primeiros chorões. Sempre foi muito utilizada no choro, tanto a flauta comum quanto o piccolo. Ao longo da história do choro, sempre houve, no gênero, flautistas notáveis, como Benedito Lacerda, Patápio Silva e Altamiro Carrilho.

Violão de 7 cordas

No choro, além do violão de seis cordas, existe o violão de 7 cordas, introduzido nos regionais provavelmente pelo violonista Tute, quando procurava notas mais graves para a chamada baixaria. A princípio a corda utilizada era uma corda C de violoncelo, afinada também em C. Depois, surgiram as cordas específicas para esse fim no violão. As cordas específicas possibilitaram que muitos chorões optassem por afinar a sétima corda em B (o que era impossível com a corda de violoncelo, que ficava muito frouxa se afinada em B), seguindo mais à risca a lógica da afinação do violão e ganhando um semitom a mais para o grave. A partir da década de 1950, teve como seu maior expoente Dino 7 Cordas, que influenciou grandes nomes da geração seguinte de violonistas, como Raphael Rabello e Yamandú Costa.

Pandeiro

O pandeiro foi introduzido no choro por João da Baiana, no início do século XX. Até então, o instrumento era relegado ao batuque, sendo rejeitado pelos que tocavam o choro, considerado uma música mais elaborada que o samba e o batuque.





Saxofone

O saxofone deve sua importância no choro a Pixinguinha. Flautista de origem, Pixinguinha adotou o saxofone após tomar contato com as bandas de dixieland da época. A importância do instrumento levou compositores a mencioná-lo nos títulos de suas músicas, como "Por que chora, Saxofone" e "Sax soprano magoado".
Outro grande chorão saxofonista foi o pernambucano K-Ximbinho.






Bandolim

O bandolim tem timbre, região e digitação muito adequados ao solo, além de ser um instrumento com boa ressonância e projeção sonora. Jacob Bittencourt tornou o bandolim, que já era utilizado no choro desde o início do século XX, um dos símbolos do choro. A ele se seguiram, entre outros, Joel Nascimento e Hamilton de Holanda.




Cavaquinho

Originalmente, o cavaquinho, por suas características técnicas – como a pouca ressonância –, era considerado apenas um instrumento de “centro”, ou seja, um instrumento harmônico-rítmico utilizado apenas na base do conjunto. Entretanto, com a melhoria de recursos acústicos e eletrônicos (como o pedal de reverb), passou também a solista. O cavaquinho ganhou notoriedade como instrumento melódico a partir de Waldir Azevedo.












Fonte:Wilkipédia

quarta-feira, 31 de julho de 2013

CHORO NOSSO - Nossa primeira publicação

Eu e meu amigo Edinho em um de nossos ensaios em sua casa, entre  chorinhos (entenda-se música) e conversas, tivemos a ideia de criar um espaço na internet onde o tema seria o choro, sua história e claro os seus músicos de imenso talento , e também divulgar os novos talentos e as "Rodas de Choro".


Com a ideia na cabeça começamos a pensar em que nome dariamos a esse espaço, quando na mesma noite (30/07/ 13) meu parceiro Edinho ligou e deu o nome de batismo: Olha que tal NOSSO CHORO !

E hoje, 31/07/2013 ainda em fase de teste e adaptações registramos a primeira publicação em: "CHORO NOSSO"

E como diz o título de um chorinho de Waldir Azevedo: "Vê se gostas" !

Ademir Palácios





 
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