Mostrando postagens com marcador samba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador samba. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cantor Noite Ilustrada: Um sambista inesquecível (vídeo sucessos)

Começou sua carreira como violonista em um "show" comandado por Zé Trindade na cidade de Além Paraíba (MG). Na noite de estréia, o comediante esqueceu seu nome na hora da apresentação e, pondo a mão no bolso, encontrou um exemplar da revista "Noite Ilustrada".

Na mesma hora decidiu apresentá-lo: "E agora com vocês a grande revelação...Noite Ilustrada!" O apelido pegou, e até até sua esposa passou a chama-lo dessa maneira. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em meados dos anos 1950, ingressando na Escola de Samba Portela, atuando como sambista em "shows" na capital paulista.

Em São Paulo trabalhou nas boates Captain's e Meninão. Em 1958, foi contratado pela Rádio Nacional e pela TV Paulista. No mesmo ano, estrou em disco, pela gravadora Mocambo, com os sambas "Cara de boboca", de Jaime Silva e Edmundo Andrade, e "Castiguei", de Venâncio e Jorge Costa. Ainda no mesmo ano gravou as primeiras composições de sua autoria, o samba "Quem faltava no samba" e a batucada "Sereno", esta em parceria com Ferreira Maia. Em 1962, gravou a marcha "Maria Tereza", de Donga e Valfrido Silva, e o "Samba em Mangueira", de sua autoria e Jorge Costa.

Noite Ilustrada Sucessos


No mesmo ano, transferiu-se para a Philips e gravou seu primeiro grande sucesso, o samba "Volta por cima", de Paulo Vanzolini, que se tranformaria num clássico da MPB. Por essa época, atuou na boate Moleque, em São Paulo, onde costumava cantar "Volta por cima" acompanhado em coro pelos assistentes, antes mesmo de gravar a música. Ainda em 1962, gravou seu primeiro LP, "O ilustre". 

Em 1963, gravou "Dedo de luva", de Humberto Carvalho e Afonso Teixeira, e "Bolas de papel", de Valdemar Ressurreição. Gravou também os sambas "Volte pra casa",  de Sérgio Malta,  "Andorinha", de sua autoria e Antonio Mota, e "Toalha de mesa", de Carminha Mascarenhas, Dora Lopes e Wilson Chumbo. No mesmo ano, lançou o LP "Noite Ilustrada", registrando "Pra machucar meu coração", de Ary Barroso; "Botões de laranjeira", de Pedro Caetano; "Boneca de pano", de Ataulfo Alves, e "Louco", de Henrique de Almeida e Wilson Batista, além do sucesso "Volta por cima". 

 Noite Ilustrada [segurando a bola] e seu sósia de Pelé [segurando o violão], em Santos-SP.

No ano seguinte lançou o LP "Noite no Rio", com "A flor e o espinho", de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha. Também em 1964, gravou os sambas "Rei dos cabritos", de Popó, e "Não ataque de índio", de Alfredo Borba, incluídos no LP "Carnaval - VOL" coletânea carnavalesca da gravadora Philips. Em 1965, fez sucesso com o samba "O neguinho e a senhorita", do compositor do morro do Salgueiro Noel Rosa de Oliveira, lançado no LP "Caminhando" . Em 1966, lançou o LP "Depois do carnaval", com a faixa título, de Jorge Costa e Paulo Roberto. 

Em 1969, estreou na Continental com o LP "Revivendo o mestre Ataulfo", no qual registrou composições do compositor Ataulfo Alves, entre as quais "Meus tempos de criança", "Vida da minha vida", "Vassalo do samba", "Fim de comédia", "Laranja madura" e "Pois é". Em 1970, lançou com Isaura Garcia o LP "Papo furado", com destaque para "Meu choro pra você", de Torquato Neto e Gilberto Gil, "Pra você", de Sílvio César, "Quem te viu quem te vê", de Chico Buarque, e "Nega manhosa", de Herivelto Martins. No mesmo ano, lançou o LP "Samba sem problemas", que trazia "Barracão", de Oldemar Magalhães e Luiz Antônio, "Crioulo sambista", de Sinval Silva e Nelson Trigueiro, "Terra seca", de Ary Barroso, e "Nervos de aço", de Lupicínio Rodrigues. Em 1971, gravou o LP "Noite Ilustrada", no qual se destacou a  "Balada nº 7 - Mané Garrincha", de Alberto Luís. Em 1972, lançou o LP "Samba é comigo mesmo", no qual registrou "Preconceito", de Cartola, "Orgulho e agonia", de Fernando Mauro e Nelson Cavaquinho, e "Atraso em meu caminho", de Jair do Cavaquinho e Picolino. 

No mesmo ano, lançou o LP "Noite Ilustrada interpreta Marques Filho", cantando composições de sua autoria uma vez que Marques Filho vinha a ser ele mesmo, que utilizava parte de seu sobrenome como autor. 

Ainda em 1972, participou da coletânea "Carnaval - 73", da Musicolor/Continental, que contou com a participação de diferentes artistas, entre os quais, Gilberto Alves, Jamelão, Alcides Gerardi e Titulares do Ritmo. Nesse LP, interpretou a "A marcha do cara batuta" e o samba "Agonia", ambas em parceria com B. de Almeida. Em 1975, transferiu-se para a Tapecar e lançou o LP "Noite Ilustrada" que tinha em destaque "Eu nasci no morro", de Ary Barroso, "Laurindo", de Herivelto Martins, "Pra esquecer", de Noel Rosa, "Cravo vermelho", de Geraldo Filme, e "Chora viola", de Paulo Rogério e Adauto Santos. Em 1976, lançou o segundo LP pela Tapecar que incluía, entre outras, "Cadeira de bar", de sua autoria, "Não posso parar de cantar", de Zé Pretinho da Bahia, "Sambista apaixonado", de Gracia e Mano Décio da Viola, e "Copo da saudade", de Clayton e Dora Lopes. 

Em 1978, retornou para a Continental e lançou o LP "Não me deixe só" no qual gravou "Atalhos", de Everaldo Cruz e Nei Lopes, "Mensagem", de Aldo Cabral e Cícero Nunes, "Abri a porta", de Jorge Costa, e a música título de sua autoria e Antônio Motta.
 
Em 1979, lançou pela Continetal o LP "À vontade" com as músicas "Chica", de Raimundo Prates; "Barraquinho", de João Roberto Kelly; "Velho amigo", de Armando Nunes e Paulo Gesta; "Estupidez de cupido", de Nicéas Drumont; "Companheiro de quarto", de Chico Xavier e Tito Mendes; "Casa antiga", de Raul Sampaio; "Cabeça fria", de Luis de França e Armando Nunes; "Eh pau-de-arara", de Armando Nunes e João de Oliveira; "Crise no morro", de Armando Nunes e Roberto Medeiros, e "Moldura", de Gerson Alves, além de "Ressentimento" e "Canto de despedida", de sua autoria. 

Em 1981, foi para o selo Cristal da WEA e lançou o LP "O fino do samba" no qual registrou clássicos do samba como "Antonico", de Ismael Silva, "Prece ao sol", de Candeira, "A flor e o espinho", de Alcides Caminha, Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho, "Pedro do Pedregulho", de Geraldo Pereira, e "Madrugada", de Zé Kéti. 

Em 1982, lançou o LP "Profecia", considerado um clássico do samba no qual interpretou "Juramento", de Zé Kéti, "Proteção", de Nelson Cavaquinho, e "Itamaracá", de sua autoria, uma homenagem ao Recife onde viveu por dez anos. Em 1986, gravou pela Polydisc o LP "Cada vez melhor", no qual apresentou um pot-pourri com seus grandes sucessos e um outro com composições de Nelson Cavaquinho. Em 1998, lançou pelo selo Camerati o CD "Eu sou o samba", que trazia "Perfil de um sambista" que o compositor Adauto Santos fez em sua homenagem, "Cadeira de bar", de sua autoria, "Sorriso antigo", de Aldecy e Candeia, "Pra machucar meu coração", de Ary Barroso, e "Aos pés da cruz", de Zé da Zilda e Marino Pinto. 

Este CD foi relançado três anos depois pelo selo Trama com o título de "Perfil de um sambista". Percorreu o Brasil com o show "Eu sou o samba". Manteve-se em atividade até o fim da vida tendo voltado aos estúdios dois meses antes de falecer. Deixou dois CDs inéditos: "Noite Ilustrada canta Ataulfo Alves - Ao mestre com carinho" e "Noite interpreta Lupicínio Rodrigues". O primeiro, foi lançado pelo selo Atração semanas após sua morte.

Noite Ilustrada

Mário de Souza Marques Filho
 10/4/1928 Pirapetinga, MG 
 28/7/2003 Atibaia, SP







Fonte:dicionariompb.com.br

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Na era da espionagem saiba como Pelé foi salvo em 1970


Considerado o último malandro a moda antiga e um dos precursores do samba-de-breque, Moreira da Silva (1902-2000) tem uma importância fundamental no título da Seleção Brasileira em 1970, no México. Mais especificamente na partida contra a Inglaterra.

Pelo menos, Morangueira tinha essa importância na cabeça do jornalista e compositor Miguel Gustavo, um dos parceiros mais importantes de Moreira. Foi dele a ideia de criar essa faceta heróica ao sambista. Antes de ser agente secreto e salvar Pelé, o malandro já tinha dado as caras no velho oeste encarnando a figura do justiceiro Kid Morangueira. Anos mais tarde seria gangster e acabaria com a quadrilha de Al Capone e depois daria um pulo no Brasil para ser o Rei do Cangaço.

O enredo do samba é que Bond, James Bond, recebe a missão de sequestrar Pelé para que a Inglaterra tivesse o caminho mais fácil no mundial de 1970, tendo assim, maiores chances de se sagrar bicampeã.

Acompanhando 007 estava Claudia Cardinale. Os dois se hospedam na concentração do Santos e, à beira da piscina, o rei do futebol e a atriz protagonizam um romance que deixa Bond furioso. O inglês tira o soco inglês e parte para cima de Pelé. Mas ele não contava com o agente brasileiro Moreira da Silva que, além de salvar o camisa 10, prender o maior agente do mundo no DOPS e desperta o amor de Cardinale após um dia de pif-paf no Guarujá e uma bela pizza no Brás.

No fim das contas o Brasil derrotou a Inglaterra na Copa de 70 pelo placar de 1 x 0, gol de Jairzinho após passe de Pelé. Naquele mesmo ano, Miguel Gustavo assinaria uma composição mais conhecida do torcedor nacional: “Pra Frente Brasil”.









Fonte: Informações paginadoenock.com.br

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Choro e “Samba de Vitrine” no centro de São Paulo tem feijoada e tradição

Quem sair da Estação da Luz do Metrô, seguir pela rua Mauá em direção à Pinacoteca e virar a esquerda na rua General Osório, precisamente até o número 46, provavelmente terá uma surpresa agradável. Este é o endereço da loja de instrumentos musicais Contemporânea, lugar tradicional do centro de São Paulo que, além de comércio, também é palco de grandes encontros do choro, samba e suas mais diversas vertentes. O dia a dia da loja é repleto de música brasileira.

Sempre aos sábados, das 9h às 14h, acontece uma roda de choro, que tem reúne músicos há 40 anos e já recebeu grandes nomes do gênero, como Altamiro Carrilho e Jacob do Bandolim, comandada pelo Maestro Arnaldinho, professor de música da casa. A entrada é gratuita.

Uma vez por mês, em frente à loja, é vez do projeto “Samba de Vitrine”, outro evento bem tradicional do centro da cidade, regado a samba, feijoada e cerveja gelada. Às 12h, a rua é fechada; às 14h, tem início uma roda de choro; e às 15h30, o grupo Centro do Samba sobe ao palco e só sai de lá às 17h30, dando espaço para compositores diversos apresentarem seus trabalhos. A programação sempre fecha com uma atração especial, entre 18h e 20h, que muda a cada mês. Em setembro (dia 14), por exemplo, o evento recebe o grupo Na Palma da Mão. Tudo tem entrada gratuita.

A roda de samba da loja já recebeu grandes nomes do samba, acima Zeca Pagodinho


Tudo começou em 1946 quando o Sr. Miguel Fasanelli (1932 – 2009), conhecido por Seu Miguel, entrou como sócio em uma pequena oficina de 150 metros quadrados, que reformava instrumentos musicais de sopro.

Após dois anos de funcionamento, a loja já recebia grandes músicos, e o crescimento econômico de São Paulo trouxe artistas do Brasil inteiro à capital paulista. Perto da loja ficava o Hotel Jandaia, lugar onde os sambistas costumavam se hospedar quando visitavam a cidade.

No momento em que o país passava pela Ditadura Militar (1964 – 1986), a produção das lojas de percussão estava voltada à fanfarra militar e, a pedido dos clientes, Seu Miguel começou a se especializar em percussão para outros ritmos.

“Naquela época os instrumentos usados no samba ainda não costumavam ser fabricados, as fanfarras militares eram muito fortes, os instrumentos de percussão eram voltados para isso, mas meu tio tinha um carinho especial pelo samba e começou a receber o pessoal que tocava. Como já eram fabricados instrumentos para a fanfarra, o pessoal vinha na loja e pedia para o Seu Miguel fazer percussão para tocar samba. Os músicos diziam o que queriam, como queriam, e ele fabricava instrumentos personalizados para cada artista”, afirma Sergio Guariglia, um dos organizadores do “Samba de Vitrine” e sobrinho do Seu Miguel.

Ícones do samba como Nelson Cavaquinho, Beth Carvalho, Jorge Ben Jor, Zeca Pagodinho, entre outros, já participaram do samba na rua General Osório.

Além do fator econômico e dos instrumentos, segundo Chocolatte da Vila Maria, um dos apresentadores do samba, Seu Miguel era peça fundamental para juntar as pessoas. “O Seu Miguel era uma pessoa muito boa. Claro que os instrumentos ajudaram a juntar o pessoal, mas ele era o cara que fazia as pontes, conhecia todo mundo, juntava as pessoas, arranjava emprego para quem passava aperto”, conta.

A roda começava na vitrine da loja e quem passava pela rua parava para assistir os músicos da calçada. A rua ia sendo ocupada espontaneamente e muitas vezes era tanta gente que a passagem dos ônibus era impedida. Quando a loja fechava os músicos iam para a rua e continuavam o samba.

A partir dos anos 1980, com o fortalecimento do pagode e de outros ritmos, o “Samba de Vitrine” ganhou força e Seu Miguel investiu na ideia. Ele mantinha um caderninho e ia agendando os grupos que queriam tocar na roda. Depois de um tempo, o samba começou a acontecer em outros lugares do centro, e parou de ser organizado pelo pessoal da Contemporânea. Com isso, o Samba de Vitrine deu uma pausa por alguns anos. Seu retorno aconteceu em maio de 2012 organizada novamente pelo pessoal da loja, e, desde então, tem crescido e recebido muitos artistas e cada vez mais pessoas de diversas origens e idades.




O QUE
Chorinho e Samba de Vitrine
QUANDO:
Sáb 14/09
das 14:00 às 20:00
de 24/08 a 07/09
Sábados das 09:00 às 14:00
de 21 a 28/09
Domingos das 09:00 às 14:00

Saiba mais sobre o “Samba de Vitrine”

QUANTO:Livre

ONDE:Loja de Instrumentos Musicais Contemporânea
 
Rua General Osório, 46
República - Centro
São Paulo
Estação Luz (Metrô – Linha 4 Amarela)
Estação Júlio Prestes (CPTM – Linha 8 Diamante)







Fonte:Catraca Livre

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Blogger Templates