sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Alessandro Penezzi: A genialidade de um mestre

Indiscutivelmente a genialidade e o talento de Alessandro Penezzi é motivo de orgulho para os brasileiros e  espelho para jovens que começam a trilhar os caminhos da música.

Alessandro dos Santos Penezzi (Piracicaba, São Paulo, 19 de fevereiro de 1974) é um compositor, arranjador, professor e músico brasileiro. Violonista clássico (erudito) e popular, usando violão de 6 (seis) e 7 (sete) cordas. Multiinstrumentista, toca vários instrumentos musicais como: cavaquinho, bandolim, violão tenor, flauta transversal, flautim (flauta de lata), contra-baixo, guitarra, banjo, craviola, viola caipira e percussão.

Biografia

Penezzi foi criado no Bairro Alto em Piracicaba, cidade do interior do Estado de São Paulo, no meio das rodas de sambistas, chorões e seresteiros.

Alessandro Penezzi - Brasileirinho

Alessandro Penezzi - Odeon
Influenciado pelo avô materno, Francisco Ernesto dos Santos, conhecido como Chico Puvi, cujo apelido é nome de passarinho, devido suas destrezas no bandolim e violão, e também pela mãe Vera, e pela tia Rosa, que sempre gostaram de tocar violão em festas da família.

Alessandro Penezzi é filho de Walkir Pereira Penezzi (músico), e conseqüentemente neto de Benedita Pereira Penezzi (Ditinha Penezzi - in memoriam), figura histórica da cidade de Piracicaba.

Aos 7 anos, Alessandro Penezzi começou estudar acompanhamento de violão perto de sua casa, com Dona Sílvia, e aos 9 iniciou o estudo do violão por tablatura com Carlos Coimbra e seu filho Coimbrinha. Após algum tempo, Coimbra ao perceber que não havia mais o que ensinar para o garoto, indicou o professor de Violão Clássico Sergio Napoleão Belluco.

Alessandro acompanhado de sua mãe, omitiu sua idade de 10 anos, dizendo que completara 12, para poder estudar com o mestre que estipulava esta idade como a mínima para o aprendizado do instrumento, pois no ano anterior o mestre já o tinha recusado.
Seu mestre Belluco, vendo seu potencial e sua facilidade, colocou-o como integrante do seu regional de choro Conjunto Som Brasileiro, como solista.

Agora, além do violão Clássico, Alessandro estudava sério o cavaquinho, o bandolim, dos quais já tinha algum conhecimento, o violão tenor e posteriormente os instrumentos de sopro. Nessa época chegou a ter decorado mais de 400 choros.

Estudou também com Jair Teodoro de Paula, no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí "Dr. Carlos de Campos", e flauta com João Dias Carrasqueira (SP), pai de Toninho Carrasqueira.
Cursou violão popular na Unicamp, e foram seus professores Marcos Cavalcanti e Ulisses Rocha.

Formou-se em violão erudito em 1997 pela Escola de Música de Piracicaba maestro Ernst Mahle, sob orientação do professor Sergio N. Belluco, e bacharelou em Música Popular pela Unicamp em 2005.

Lecionou na EMPEM; na EM&T - Escola de Música e Tecnologia; e ministrou cursos de extensão em violão brasileiro e cavaquinho na Unicamp.

Escreveu artigos para revistas especializadas como Guitar Player e Acústico.

Atualmente se aplica no desenvolvimento de seu trabalho solo individual e em conjunto com outros artistas, compondo, arranjando, gravando e fazendo apresentações. É professor, colunista da revista Violão Pró, ministra workshops de violão e choro, e é concertista com várias turnês pelo mundo.

Alessandro Penezzi foi casado três vezes, do primeiro relacionamento com Cristiane Farias teve os filhos Alexsander Penezzi(Choro para criança) e Cristian Penezzi(Pititi), ambos iniciando na carreira musical. Seu segundo casamento com a produtora Dayanna Abath gerou o belissimo chamamé valsa intitulado Dayanna, gravado por Yamandu Costa em seu cd Lida.Seu terceiro casamento com a biologa Ana Deckmann gerou Helena .

Turnês

Junto com o bandolinista Aleh Ferreira e o violoncelista Júlio Ortiz, formou o Trio Quintessência, que já fez turnês pela Rússia, Estados Unidos , Angola, África do Sul, Marrocos, Itália.
Alessandro Penezzi já se apresentou ao lado de grandes instrumentistas como: Yamandú Costa, Dominguinhos, Zimbo Trio, Danilo Brito, Carlos Malta, Ricardo Herz, Carlos Poyares, Toninho Ferragutti, Oswaldinho do Acordeon, Laércio de Freitas, Caíto Marcondes, Arismar do Espírito Santo, Oswaldinho da Cuíca, Naylor Azevedo “Proveta”, Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Pedro Amorim, Joel Nascimento, Conjunto Época de Ouro, Rogério Caetano, Caio Marcio, Zé Paulo Becker, Marcello Gonçalves, Ted Falcon & Pablo Fagundes e Celso Pixinga.

Foi solista das orquestras Jazz Sinfônica de São Paulo e a Filarmônica de São Bernardo do Campo. Acompanhou grandes nomes da música popular brasileira, como Beth Carvalho, Sílvio Caldas, Noite Ilustrada, Demônios da Garoa, Billy Blanco, Dona Ivone Lara, Dona Inah, Monarco, Nelson Sargento, Délcio Carvalho, Xangô da Mangueira, Riachão, Wilson das Neves, Francisco Petrônio, Wilson Moreira, Fabiana Cozza, Marília Medalha, Cristina Buarque e Mariana de Moraes.

Em 2005, fez parte da 2ª edição do Projeto Violões do Brasil, junto com Duo Assad (Sergio Assad & Odair Assaf), Badi Assad, Guinga, Paulo Bellinati, Marco Pereira, Zé Menezes, Fábio Zanon, Gilvan de Oliveira, Toninho Horta, João Lyra, Quarteto Maogani, entre outros. Ainda em 2005, lançou o CD Baba de Calango, com o grupo Choro Rasgado, do qual participa junto com Zé Barbeiro (7 cordas), Rodrigo Y Castro (flauta) e Roberta Valente (pandeiro). Este CD foi indicado ao Prêmio Tim em 2006. Obteve o 2º lugar no V Prêmio Nabor Pires de Camargo em 2006, acompanhado por Zé Barbeiro.

Em 2006, Alessandro foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro pela trilha musical da peça Gota d..Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, remontada pelo Grupo Breviário.
Em setembro de 2006, Alessandro lançou seu 2º CD solo Alessandro Penezzi, que contou com as participações especiais de Beth Carvalho, Yamandú Costa, Amélia Rabello, Oswaldinho da Cuíca, Quinteto em Branco e Preto, Arismar do Espírito Santo, e outros grandes músicos brasileiros.

Em 2007 gravou um CD em duo com a grande atriz do teatro brasileiro, Maria Alice Vergueiro, com músicas de Bertolt Brecht e Kurt Weill. No mesmo ano, participou do CD “Laércio de Freitas homenageia Jacob do Bandolim – convidado especial – Alessandro Penezzi”.

Em 2009, Alessandro Penezzi excursionou na América do Sul; E também foi convidado especial da produção do TENSAMBA FESTIVAL que ocorre há cinco anos nas Ilhas Canárias, em Santa Cruz de Tenerife, Espanha, que é voltado para música brasileira, para fazer apresentações do seu trabalho.
Apresentou-se num festival de jazz na Dinamarca com diversos outros artistas.

Em maio de 2010 se Apresentou novamente nos Estados Unidos, no Spolletto Jazz Festival Com Proveta, André Mehmari, Danilo Brito e Roberta Valente.

Prêmios e indicações

2001 - Foi semifinalista do 4º Prêmio Visa MPB Instrumental, com o Trio Quintessência.

2004 - Recebeu o 3º lugar no III Prêmio Nabor Pires de Camargo. E foi um dos doze semifinalistas do 7º Prêmio Visa de Música Brasileira.

2006 - Recebeu indicação ao Prêmio Tim, pelo CD Baba de Calango, na categoria Revelação. Obteve o 2º lugar no V Prêmio Nabor Pires de Camargo, acompanhado por Zé Barbeiro. Ainda em 2006, Alessandro foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro, pela trilha musical da peça Gota d'Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, remontada pelo Grupo Breviário, com direção geral de Heron Coelho.

2007 - Foi um dos selecionados no Programa Rumos Itaú Cultural Música 2007/2009. Ainda em 2007, foi jurado e apresentou-se no Festival Internacional de Guitarra Jazz Oscar Alemán 2007 em Resistência, Província Del Chaco, Argentina.
2009 - Na categoria Instrumental como melhor solista com o Cd "Sentindo", foi indicado para o Prêmio da Música Brasileira 2009, em homenagem a Clara Nunes.

Discos

1995: bancou junto com o Oitava Cor, do qual era integrante, e conduziu a produção do CD "Vem Pra Roda Sambar", incluindo composições de sua autoria.

1996: gravou o CD "Viva o Choro com o Conjunto Som Brasileiro", onde atuava como solista de flauta transversal, flautim (flauta de lata), bandolim, cavaquinho e violão tenor.
2001: lançou seu primeiro CD “Abismo de Rosas” com solos de violão.

2002: lançou “A Quintessência da Música” com o Trio Quintessência.

2005: lançou “Baba de Calango” com o Choro Rasgado, do qual participou Zé Barbeiro (violão sete cordas), Rodrigo Y Castro (flauta) e Roberta Cunha Valente (pandeiro). Este CD foi indicado ao Prêmio TIM em 2006.

2006: Alessandro lançou seu 2º CD solo “Alessandro Penezzi”, que contou com as participações de Beth Carvalho, Yamandu Costa, Amélia Rabello, Charles da Flauta, Roberta Cunha Valente, Julio Cerezo Ortiz, Milton Mori, Everson Pessoa, Maurílio, Magno, Tias Baianas Paulistas, Vitor Pessoa, Ivison Pessoa, Joãozinho do Cavaco, João Poleto, Alexandre Ribeiro, João Lenhari, Richard Armando, Aleh Ferreira, Nábia Vilella, Tito Gonzalez, Mário Vargas, Douglas Alonso, Luizinho Sete Cordas, Oswaldinho da Cuíca, Quinteto em Branco e Preto, Arismar do Espírito Santo.
2007: gravou um CD em duo com a grande atriz do teatro brasileiro, Maria Alice Vergueiro, com músicas de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

2007: participou do CD “Laércio de Freitas homenageia Jacob do Bandolim” como convidado especial.
2008: gravou o CD “Sentindo”, o título se deve ao 2º movimento de uma suíte em homenagem ao seu mestre, Sergio Napoleão Belluco, de Piracicaba, São Paulo.

Participou como instrumentista na gravação de diversos trabalhos musicais.







Fonte: Informações wilkipedia

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Antigo núcleo econômico de João Pessoa-PB vira praça com roda de choro


Praça Barão do Rio Branco já foi o ponto mais
importante da cidade de João Pessoa
(Foto: Juliana Brito/G1)

A cidade de João Pessoa tem pontos que unem o histórico e o atual. É o caso da Praça Barão do Rio Branco, que no século 18 reunia alguns dos casarões mais importantes da sociedade e hoje é marcada pela presença constante de grupos de choro e de samba que se apresentam gratuitamente para a população.
A região da Praça Barão do Rio Branco, localizada entre as avenidas Visconde de Pelotas e Duque de Caxias, no Centro de João Pessoa, concentrava a parte administrativa da então ‘Capitania Real da Parahyba’, no início do século 18. Conhecida, na época, como ‘Largo do Erário’, a área abrigou a Câmara, a cadeia pública, o mercado público, a ‘repartição dos Correios’ e o erário público.

Havia ainda, a casa do capitão-mor (mandatário da Capitania) e o ‘pelourinho’ – onde os criminosos eram castigados e expostos à população. Em meio à movimentação administrativa e financeira, no local, também funcionou o primeiro açougue da Capitania.
De acordo com informações do arquiteto Umbelino Peregrino, diretor técnico da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Paraíba, a região do ‘Largo do Erário’ concentrava a elite local. “Aquele largo era o cérebro administrativo da Capitania”, afirma o arquiteto. Ele explica que, naquele período, a sede da Capitania estava dividida, basicamente, em duas regiões, a ‘parte alta’ (região da ‘Praça do Erário’) e a ‘parte baixa’ (na área do Varadouro).

O prédio que já foi a Casa do Capitão-Mor hoje é
ocupada pela Polícia Federal (Foto: Juliana Brito/G1)

Segundo ele, a principal ligação entre as duas principais zonas de movimentação eram a Ladeira da Borborema, que dá acesso à igreja matriz (primeira capela da cidade, construída em 1586, e atual Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves), e a Ladeira de São Francisco, no adro do Largo da Igreja de São Francisco.
Na região do Varadouro, na ‘parte baixa’, se concentrava a área comercial. Era onde estavam a Alfândega, os armazéns do porto do Varadouro, e onde acontecia a movimentação de carga e descarga de mercadorias, que eram transportadas pelo Rio Sanhauá. “Lá, funcionava ‘o grosso’. Muitas vezes, existiam armazéns embaixo e residências em cima. Isso era muito comum. Mas, a parte religiosa, administrativa e residencial mais elitizada, estava na ‘parte alta’”, informou Peregrino.

Uma das edificações mais importantes da área conhecida atualmente como ‘Praça Rio Branco’ é o prédio de número 30, denominado como ‘Casa do Erário’, construído em 1785, durante a administração do capitão-mor Jerônimo José de Mello e Castro. Segundo Umbelino Peregrino, no local, foi instalado o primeiro açougue da cidade. “Em uma época que comer carne era sinal de status”, conforme destaca o arquiteto.

Em seguida, o lugar foi transformado em mercado público, passando, em 1869, a funcionar como ‘repartição dos Correios’, durante dois anos. Em 1971, a edificação foi transformada em depósito, atividade mantida por cinco anos. Entre 1976 e 1981, a casa permaneceu fechada, em situação de abandono, quando, já sem teto, começou a ser restaurada.
“Essa casinha estava ‘na mira’, ia ser fruto de demolição”, afirmou Umbelino Peregrino. De acordo com pesquisas do Iphan, a casa, de construção colonial, com elementos arquitetônicos do século XIX, foi erguida em pedra e cal e é um dos raros registros da arquitetura oficial do século XVIII em todo o Estado da Paraíba.

Atualmente, o imóvel, tombado pelo Iphan, abriga a Casa do Patrimônio de João Pessoa, que é uma extensão da Superintendência do Iphan na Paraíba, onde ocorrem ações voltadas à Educação Patrimonial, a exemplo de exposições e outras atividades culturais. A Praça Barão do Rio Branco foi construída entre os séculos XVI e XVII e faz parte da área tombada pelo Ihaep (1987) e pelo Iphan (2007).

Sabadinho Bom / Beco Cultural

Após um processo de revitalização, iniciado em 2009, a ‘Praça Rio Branco’ foi inaugurada e entregue à população em agosto de 2010. A reforma foi realizada pelo Iphan, em parceria com a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), com recursos da ordem de R$ 400 mil, por meio do o Plano de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PACH), do governo federal.

Projeto Sabadinho bom leva dezenas de pessoas para ouvir chorinho em praça pública
(Foto: Juliana Brito/G1)

Semanalmente, a Praça Rio Branco passou a abrigar, nas tardes de sábado, o projeto ‘Sabadinho Bom’, realizado desde 2011 pela prefeitura da capital. A partir do meio-dia, grupos de choro, de samba e de outros gêneros musicais – a maioria compostos por artistas locais – se apresentam gratuitamente no palco instalado na Praça.

Após as apresentações musicais do ‘Sabadinho Bom’, por volta das 17 horas, têm início as atividades no ‘Beco Cultural Philipéia’, espaço localizado na Rua Braz Floriano, em frente à ‘Cachaçaria Philipéia’. A Associação Cultural Beco da Philipéia é responsável pela programação das apresentações que ocorrem no local. Músicos e artistas locais, mestres da cultura popular e grupos folclóricos garantem a animação do público, todo sábado, até as 22 horas.






Fonte:G1

Espetáculo 'Alegria do Choro' conta história do samba, em Vitória

Edu Rosa canta e toca samba no Theatro Carlos
Gomes (Foto: Divulgação/ Alegria do Choro)

O jovem músico capixaba Edu Rosa apresenta uma roda de choro e samba de raiz no palco do Theatro Carlos Gomes, em Vitória, na noite desta quinta-feira (8). O espetáculo “Alegria do Choro” homenageia a música brasileira de forma bem didática, ao som de flauta e da própria voz do artista, contando a história do samba. Bailarinas e passistas de agremiações do estado prometem fazer parte da apresentação.

O espetáculo começa às 20h. Edu Rosa vai “passear” pelo início da história da música instrumental brasileira, seguindo para as modinhas e os poemas, o samba canção, a bossa nova, finalmente chegando ao conhecido samba de raiz e ao samba enredo.


Serviço

“Alegria do Choro”
Quando: quinta-feira (8), 20h
Onde: Theatro Carlos Gomes, Centro de Vitória
Ingresso: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira)




Fonte:G1

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cavaquinista de 75 anos lança seu primeiro CD

No mês de (junho/2013) foi lançado no Rio de Janeiro o CD “Siqueira Entre Nós”, primeiro álbum do chorão e integrante da Velha Guarda da Mangueira, José de Alcântara Siqueira.

O músico de 75 anos tem mais de 450 composições, tocou com última formação da banda de Pixinguinha e já acompanhou grandes artistas, como Beth Carvalho, Jamelão, Alcione, Nelson Gonçalves entre vários outros. Muitos já tinham prometido ajudar Siqueira a fazer um registro de sua obra autoral, mas foi o jovem músico Wellington Monteiro, junto com o amigo Pedro Cantalice, que conseguiu reunir cerca de 70 colegas músicos e juntar dinheiro para concretizar o sonho de Siqueira.

Todas as músicas do CD são do “mestre” Siqueira, como o produtor musical Wellington Monteiro gosta de chamar. O disco conta com participação de Dirceu Leite, Nilze Carvalho, Ronaldo do Bandolim e várias outras feras. Para Siqueira, o CD tem a finalidade de contribuir para a cultura. “Nós que tocamos choro, vivemos choro, respiramos choro temos que fazer isso sim porque senão a música acaba. Eu já fiz a minha parte, dei minha contribuição”, diz.

Fonte:  nucleopiratininga.org.br

JB INSTRUMENTOS "Uma marca que ganhou o mundo pela qualidade"

Violão 7 cordas
Luthieria ou lutheria é o lugar onde se fabrica ou repara instrumentos de cordas. Arte milenar que exige dedicação, conhecimento, experiências e paixão.



JB INSTRUMENTOS: A história de um artista

João Batista Trajano dos Santos,é o mentor e dono da famosa marca JB. Mestre na arte de fabricar instrumentos musicais, sua marca já é conhecida e respeitada no exigente mercado nacional e até internacional.

Nascido em 1954 na cidade de Caaporã, que fica a 50 Km de João Pessoa, em 1974 veio para São Paulo onde trabalhou na fábrica da Giannini permanecendo por 15 anos. Trabalhava paralelamente na fábrica e em casa, optando depois pelo trabalho por conta, vindo a sair da fábrica.


Reconhecimento Internacional


Violão 6 cordas
Suas matérias primas vem dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Japão, Índia, entre outros. Entre as matéias utilizadas, as preferidas são as clássicas como Jacarandá da Bahia, Abeto Europeu e Ébano Indiano, climatizados tecnicamente, e consideradas as melhores do mundo.

Já teve o privilégio de exportar os seus produtos para a Alemanha, Estados Unidos, Japão, Portugal, Peru, África, Itália e Inglaterra sendo conhecido nos quatro cantos do Mundo.


João Batista: A arte de um luthier


Cavaquinho
Luthier é o artíficie dos instrumentos musicais acústicos. Seu ofício consiste em ouvir o músico, interpretar sua aspirações e transformá-las na realidade de um instrumento de timbre pessoal, único e preciso. O recorte minucioso das pranchas, respeitando veios e espessuras, assegura o toque aveludado e exato de cada som e tom. O resultado são peças de acabamento impecável e muita beleza, sempre afinadas com o instrumentista. João Batista é luthier de longa experência e tem seu trabalho reconhecido nos quatro cantos do mundo.

No site da JB Instrumentos você pode conferir fotos de todos instrumentos e entrar em contato.

Site da JB Instrumentos: http://www.jbinstrumentos.com.br/

Ademir Palácios

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um a zero: Primeira música brasileira dedicada ao futebol

Brasil campeão do sul americano de 1919: Píndaro, Pereira, Fortes, Amílcar, 
Bianco, Marcos, Milton, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo.

O choro “Um a zero”, de dois dos maiores mestres da música brasileira - Pixinguinha e Benedito Lacerda  - foi composto em 1919, para comemorar uma vitória do Brasil sobre o Uruguai, na histórica decisão do Campeonato Sul-Americano, em 29 de maio do mesmo ano.

Visão geral das Laranjeiras, estádio do Fluminense, durante o jogo
 Brasil e Uruguai pelo Campeonato Sul Americano de 1919.


A partida, das mais difíceis, só foi decidida no segundo tempo da prorrogação, com um gol do lendário, Arthur Friedenreich, conhecido como "O Tigre" (foto direita). O jogo, ocorrido no Estádio das Laranjeiras, praticamente parou o Rio de Janeiro.

Há quem diga que “Um a zero” foi a primeira música brasileira dedicada ao futebol. O choro, muito tempo depois, ganharia letra, feita pelo compositor Nelson Ângelo, um velho conhecido do Clube da Esquina.

A história da famosa disputa está registrada no livro “Sul-Americano de 1919 – Quando o Brasil descobriu o futebol”, do jornalista Roberto Sander.

Ouça, no primeiro vídeo, o choro interpretado por Pixinguinha, no segundo vídeo uma apresentação do Grupo Arranco De Varsovia - Um a Zero, a versão com a letra feita pelo mineiro Nelson Ângelo.

Pixinguinha & Benedito Lacerda - 1 X 0 (choro - 1946)
Arranco De Varsovia - Um a Zero

Letra da Música

Vai começar o futebol, pois é,
Com muita garra e emoção
São onze de cá, onze de lá
E o bate-bola do meu coração
É a bola, é a bola, é a bola,
É a bola e o gol!
Numa jogada emocionante
O nosso time venceu por um a zero
E a torcida vibrou
Vamos lembrar
A velha história desse esporte
Começou na Inglaterra
E foi parar no Japão
Habilidade, tiro cruzado,
Mete a cabeça, toca de lado,
Não vale é pegar com a mão
E o mundo inteiro
Se encantou com esta arte
Equilíbrio e malícia
Sorte e azar também
Deslocamento em profundidade
Pontaria
Na hora da conclusão
Meio-de-campo organizou
E vem a zaga rebater
Bate, rebate, é de primeira
Ninguém quer tomar um gol
É coisa séria, é brincadeira
Bola vai e volta
Vem brilhando no ar
E se o juiz apita errado
É que a coisa fica feia
Coitada da sua mãe
Mesmo sendo uma santa
Cai na boca do povão
Pode ter até bolacha
Pontapé, empurrão
Só depois de uma ducha fria
É que se aperta a mão
Ou não!
Vai começar...
Aos quarenta do segundo tempo
O jogo ainda é zero a zero
Todo time quer ser campeão
Tá lá um corpo estendido no chão
São os minutos finais
Vai ter desconto
Mas, numa jogada genial
Aproveitando o lateral
Um cruzamento que veio de trás
Foi quando alguém chegou
Meteu a bola na gaveta
E comemorou






Fonte:Informações www.drzem.com.br

Livro resgata a história do choro no Brasil

CHORO NOSSO
 “Chorando na garoa – memórias musicais de São Paulo” contextualiza a chegada do pioneiro gênero musical urbano no país e conta com depoimentos de músicos paulistas sobre a cultura, que é considerada um patrimônio brasileiro


Para resgatar a história do choro no Brasil, o professor universitário e mestre em políticas de educação, José de Almeida Amaral, lança o livro “Chorando na garoa – memórias musicais de São Paulo”.  A publicação pode ser adquirida neste link da Livraria Cultura.

O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do país, com origem no Rio de Janeiro, em meados do século XIX. Ainda hoje é executado tanto por grupos tradicionais quanto nas rodas de choro e regionais, também por músicos de outras origens.

CHORO NOSSO
“Se trata de um livro sobre música, sobre cultura brasileira, mas que aplica as bases da análise socioeconômica e política, porque a arte brota desse chão, das relações sociais”, explica o autor.

Na primeira parte do livro, Amaral faz uma breve discussão com base bibliográfica sobre o cenário socioeconômico do país ao longo do século XIX. A reforma urbana, a vinda de novos instrumentos e músicas estrangeiras e a abolição do tráfico de escravos no Brasil deram início ao surgimento do choro, já que possibilitou a emergência de novas classes sociais. Daí em diante, o gênero musical deu origem aos seus principais personagens.

Em seguida, ele discorre o texto sobre a cidade de São Paulo, a partir de suas manifestações musicais que influenciaram e caracterizaram o choro paulista. Depois disso, faz um levantamento dos nomes históricos do choro local.

Na segunda parte do livro, o professor entrevistou 42 músicos, cantores e personagens das rodas de choro em diversos pontos da cidade de São Paulo. O objetivo dessas entrevistas, segundo Amaral, foi coletar depoimentos pessoais sobre a vida, carreira e aspectos diferenciais do choro paulista em relação a outros locais onde esse gênero se manifesta.

Entre os entrevistados estão os renomados músicos brasileiros Izaías Bueno de Almeida, Laércio de Freitas, Toninho Carrasqueira, Milton Mori, entre outros. O livro ainda conta com o prefácio do produtor musical e criador do programa Ensaio, da TV Cultura, Fernando Faro.

“O choro é um bom exemplo de expressão cultural que o Estado deveria colocar seus olhos e estimular a prática e o estudo, por ser um patrimônio brasileiro”, argumenta.




Fonte:José Francisco Neto/www.brasildefato.com.br/

 
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